As autoridades brasileiras anunciaram hoje que detetaram 418 novos casos nas últimas 24 horas, elevando o número total de contágios para 1.546, enquanto o número de mortos subiu para 25, depois de sete novas fatalidades pela covid-19.

O anúncio foi hoje feito pelo Ministério da Saúde brasileiro, em conferência de imprensa, expondo um aumento relativo de 37% das infeções totais face aos dados de sábado e de 39% face ao número de mortos anunciado no mesmo dia.

Os estados de São Paulo (631 casos) e Rio de Janeiro (186) continuam a ser os mais afetados, sendo os únicos a registar vítimas mortais.

São Paulo soma 22 das 25 mortes e todas as sete novas mortes, tratando-se de cinco homens e duas mulheres com idades entre os 76 e os 96 anos, segundo a Secretaria de Estado da Saúde.

O estado de Roraima, na região norte, registou os seus primeiros casos (dois), o que significa que todos os 27 estados brasileiros detetaram agora a covid-19.

O ministro da Saúde do Brasil, Luiz Henrique Mandetta, anunciou também que as autoridades sanitárias brasileiras pretendem realizar 10 milhões de testes rápidos para a deteção de covid-19 nas próximas semanas.

De acordo com o governante, os testes serão realizados em tempo real e de forma mecanizada, sem contacto humano.

Da mesma forma, Luiz Henrique Mandetta assumiu que poderá haver falta de ventiladores nas próximas semanas, tendo apontado que há vontade do executivo em aumentar o número de empresas a produzir estas máquinas.

O governante assumiu que as autoridades brasileiras não esperavam um contágio tão forte por parte deste novo coronavírus.

“Essa virose vai-se apresentando e nós vamos já conhecendo no nosso território. Nós precisávamos de saber como isso se ia dar no hemisfério sul”, assumiu o ministro brasileiro, referindo-se às primeiras suspeitas de que o vírus poderia ter uma eficácia reduzida na transmissão em ambientes mais quentes, algo desmentido, entretanto, pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O ministro referiu que as autoridades tinham “uma perceção de menor capacidade de transmissão” do novo coronavírus, mas agora assume que se trata de um “vírus muito competente na transmissão”.

Sobre a administração de cloroquina, um fármaco utilizado no tratamento da malária, artrite e lúpus, a doentes com covid-19, Luiz Henrique Mandetta reforçou o apelo feito pelo secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira no sábado, para que se evite a automedicação.

“Não sabemos se o medicamento foi decisivo. Precisa de ser feito em maior escala”, disse sobre o uso de cloroquina no tratamento da covid-19.

O ministro alertou também que a vacina da gripe, cuja campanha de vacinação tem início na segunda-feira, não é eficaz para travar o novo coronavírus.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 308 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 13.400 morreram.

Depois de surgir na China, em dezembro de 2019, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a OMS a declarar uma situação de pandemia.

/ AM