A guerra na Síria, que dura há nove anos, já provocou a morte de 387.000 pessoas, segundo o balanço divulgado esta terça-feira pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com um relatório, cerca de 117.000 civis, incluindo mais de 22.000 crianças, morreram desde o início do conflito em 2011.

Mais de 130.500 combatentes pró-regime do Presidente da Síria, Bashar al-Assad, mais da metade deles soldados sírios, foram mortos.

Entre os aliados não-sírios de Damasco, 1.703 combatentes do movimento xiita libanês Hezbollah - envolvidos na guerra desde 2013 – morreram igualmente no conflito, segundo o OSDH.

O conflito também deixou mais de 57.000 mortos entre rebeldes, incluindo islamitas, e matou mais de 67.500 extremistas, principalmente do grupo jihadista do Estado Islâmico (EI) e do Hayat Tahrir al-Sham (HTS), o antigo braço sírio da Al-Qaida.

Finalmente, mais de 12.500 combatentes das Forças Democráticas Sírias (FDS), controlada pelos curdos, foram mortos em combates contra o EI ou as forças turcas.

Entretanto, o aumento no número de mortos este ano é o menor já registado, já que os combates diminuíram significativamente em 2020 graças a um cessar-fogo no noroeste do país e aos esforços para conter a pandemia do novo coronavírus.

Em janeiro deste ano, o OSDH registou 380.636 mortos.

No entanto, o novo número global não inclui 88.000 pessoas que morreram sob tortura nas prisões do regime, de acordo com o OSDH, nem milhares de pessoas que desapareceram durante o conflito.

Depois de perder boa parte do território no início da guerra, o regime sírio, com o apoio da Rússia e do Irão, continuou a reconquista nos últimos três anos e agora controla mais de 70% do país.

As principais regiões que ainda lhe escapam são Idlib (noroeste) - nas mãos de rebeldes e jihadistas -, áreas controladas pela Turquia ao longo da fronteira norte, bem como as dominadas por forças curdas no nordeste do país.

A guerra forçou mais da metade da população do país a fugir.

A ONU já referiu que 6,7 milhões de pessoas foram deslocadas internamente e há 5,5 milhões de refugiados.

/ DA