A epidemia de Ébola no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo) provocou 690 mortos desde 1 de agosto de 2018 e contagiou 1.100 pessoas até à passada terça-feira, segundo o Ministério da Saúde congolês.

Entre o total de vítimas mortais, 624 foram confirmadas laboratorialmente como tendo sido causadas pelo vírus, enquanto o Ministério da Saúde da RDCongo, em colaboração com a Organização Mundial de Saúde (OMS), considerou que 66 eram prováveis.

O contágio alargou-se a 1.100 pessoas, 1.034 com confirmação de infeção com o vírus Ébola e 66 prováveis, cita a Lusa.

Desde 31 de março até à última terça-feira, registaram-se mais 11 mortes e igual número de casos de contaminação.

Quanto a pessoas curadas desde que a epidemia foi decretada, em 1 de agosto de 2018, mais sete foram dadas como restabelecidas entre 31 de março e 2 de abril.

Esta epidemia de Ébola, que se transmite através de fluidos corporais infetados e que provoca febre hemorrágica, foi constatada em Mangina, na província de Kivu Norte.

O Ministério da Saúde da RDCongo admitiu que a epidemia de Ébola é já a maior da história do país relativamente ao número de contágios.

A RDCongo foi atingida nove vezes pelo Ébola, depois da primeira aparição do vírus naquele país africano, em 1976.

É a primeira vez que uma epidemia de Ébola é declarada numa zona de conflito, onde existe uma centena de grupos armados, o que leva à deslocação contínua de centenas de milhares de pessoas que podem ter estado em contacto com o vírus e a dificuldades na resposta das organizações de socorro à doença.