Quatro agentes, três polícias e um administrativo, morreram, esta quinta-feira, na sequência de um ataque à sede da polícia em Paris.

O suspeito do ataque, que é funcionário da prefeitura de polícia da capital francesa, foi abatido.

O homem, munido de uma faca, entrou na sede da polícia, junto à catedral de Notre Dame, cerca das 13 horas locais, quando se dirigia para o seu posto de trabalho e atacou vários agentes.

Pelo menos cinco pessoas foram atingidas, quatro viriam a morrer (uma mulher e três homens) e uma quinta, uma mulher, encontra-se em estado grave.

O suspeito, cujas motivações são ainda desconhecidas, foi neutralizado e abatido dentro da esquadra.

A mulher do suspeito foi detida três horas depois do ataque, na sequência de buscas à residência do casal. Os dois seriam surdos, segundo a imprensa francesa.

A BFM TV avança que em causa poderá estar um conflito interno, mas a estação apurou também que o atacante converteu-se ao Islão há ano e meio.

Em todo o caso, a investigação está, para já, a cargo dos Homicídios e não da brigada antiterrorista, segundo anunciou a procuradoria de Paris.

A rádio francesa RTL também diz que não se tratará de um ataque terrorista, uma vez que o suspeito abatido era funcionário da prefeitura de polícia há cerca de 20 anos. Tinha 45 anos e era natural de Fort-de-France, na ilha de Martinica.

O Le Figaro, citando fontes policiais, disse, inicialmente, que em causa estaria um ajuste de contas e que o suspeito ter-se-á tentado matar antes de ser abatido.

O presidente francês Emmanuel Macron, o primeiro-ministro Édouard Philippe e o ministro do Interior Christophe Castaner deslocaram-se à sede da polícia de Paris.

A autarca de Paris, Anne Hidalgo, foi a primeira a reagir à morte dos quatro agentes.

"Paris chora a morte dos seus após este terrível ataque à prefeitura de Paris. O balanço é pesado, vários polícias perderam a vida. Em meu nome e em nome dos parisienses, os meus primeiros pensamentos vão para as famílias das vítimas e para os que lhes são próximos."

Na prefeitura de Paris foi, também, instalado um gabinete de apoio psicológico.