O Brasil registou mais 1.274 mortos e quase 33.000 novos casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, anunciaram as autoridades de saúde, nesta quarta-feira.

A pandemia de Covid-19 já causou 39.680 mortes e 772.416 infetados no país.

De acordo com o Ministério da Saúde brasileiro, a letalidade está hoje em 5,1%, estando ainda a ser investigada uma eventual ligação de 3.608 mortes à Covid-19.

Até ao momento, já recuperaram da doença 325.395 pacientes, sendo que 407.341 doentes continuam sob acompanhamento.

O Brasil, segundo país do mundo com mais casos e o terceiro com mais vítimas mortais, soma 19 mortes e 367 casos por cada 100 mil habitantes, numa nação com uma população estimada de 210 milhões.

São Paulo continua a ser o foco da pandemia no país, concentrando oficialmente 156.316 casos positivos e 9.862 vítimas mortais, seguido do Rio de Janeiro, com 74.373 infetados e 7.138 óbitos.

O governo de São Paulo, estado mais populoso e rico do Brasil, projetou hoje que possa terminar o mês com cerca de 20 mil mortos, tendo em conta a flexibilização do isolamento social, segundo disse à imprensa o coordenador do Centro de Contingência do Coronavírus, o infeciologista Carlos Carvalho.

Está projetado para até ao final de junho, dia 28, uma expectativa de 200 mil casos de infeção, variando entre 190 mil a 265 mil, se a população se mantiver com pelo menos 50% de isolamento social. A perspetiva de óbitos é que talvez cheguemos no final do mês, se continuarmos nessa mesma proporção, na faixa dos 20 mil ao final do mês, variando de 16 mil a 22 mil. Isso sempre mantendo essa faixa de isolamento", disse o especialista, em conferência de imprensa.

São Paulo foi um dos estados que começou este mês a flexibilizar as medidas de isolamento social e a reabrir gradualmente a economia. Contudo, o governador João Doria recuou hoje ao decidir que algumas cidades do interior do estado terão de voltar a adotar regras mais rígidas.

A pandemia de Covid-19 já causou mais de 412 mil mortos e infetou quase 7,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço feito pela agência francesa AFP.

Catarina Machado / com Lusa