O Brasil registou 23.529 novos casos de Covid-19 e 716 óbitos provocados pela doença em 24 horas, totalizando 2.098.389 infeções e quase 80 mil mortes (79.488), informou este domingo o Ministério da Saúde do país.

Segundo a última atualização de um portal com dados fornecidos pelo Governo brasileiro, 1.371.229 pessoas já recuperaram da doença e 647.672 ainda estão sob acompanhamento.

Neste domingo, dezenas de apoiantes do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, realizaram um ato na cidade de Brasília no qual muitos participantes foram apanhados em flagrante sem máscara de proteção facial, desrespeitando normas de proteção e distanciamento social impostas pelo governo regional.

O uso da máscara para evitar a disseminação do novo coronavírus é obrigatório no Distrito Federal, unidade da federação onde está localizada a capital do país, a cidade de Brasília.

A manifestação foi convocada em apoio ao Presidente brasileiro, na Esplanada dos Ministérios, por movimentos cristãos e conservadores.

Além da manifestação, o maior país da América do Sul também registou a morte de um membro destacado da Igreja Católica.

O bispo brasileiro Henrique Soares da Costa morreu aos 57 anos, na noite de sábado, no Recife, capital do estado de Pernambuco, no nordeste do país, infetado pelo novo coronavírus.

Em nota, o governador do Pernambuco, Paulo Cámara, expressou sua "profunda tristeza" pela morte do bispo e destacou o trabalho do religioso durante os seis anos em que esteve à frente da diocese de Palmares, localizada a 104 quilómetros de distância da cidade do Recife.

Soares da Costa estava internado num hospital privado desde o dia 4 de julho por complicações respiratórias associadas à covid-19.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 601 mil mortos e infetou mais de 14,3 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

/ CE