O número de mortes por Ébola no nordeste da República Democrática do Congo (RDCongo) alcançou as 606 e os contágios chegaram aos 968, de acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde do país.

Neste número oficial, entre os 606 óbitos por Ébola, 541 foram confirmados positivos em laboratório, enquanto nos casos de contágio, de entre os 968 registos, 903 foram laboratorialmente confirmados.

Este surto de Ébola – o mais letal na história da RDCongo e o segundo maior de sempre em todo o mundo em número de mortes e de casos de contaminações, a seguir à epidemia na África Ocidental em 2014 – foi declarado no passado dia 1 de agosto nas províncias do Kivu Norte e Ituri.

O controlo da epidemia foi afetado pela resistência de algumas comunidades em receber o tratamento, assim como pelo elevado nível de insegurança na região, onde operam muitos grupos armados.

Desde o passado dia 8 de agosto, data em que começou a campanha de vacinação, 89.656 pessoas foram inoculadas, na sua maioria nas cidades de Mabalako, Beni, Mandima, Katwa e Butembo, segundo os últimos números do Governo congolês.

O vírus do Ébola transmite-se através do contacto direto com o sangue e os fluidos corporais contaminados, provoca febre hemorrágica e pode alcançar uma taxa de mortalidade na ordem dos 90% se não for tratado a tempo.

O surto mais devastador a nível global foi declarado em março de 2014, com casos que remontam a dezembro de 2013 na Guiné-Conacri, país de que se expandiu para a Serra Leoa e para a Libéria.

Quase dois anos depois, em janeiro de 2016, a Organização Mundial de Saúde deu como extinta essa epidemia, em que morreram 11.300 pessoas e mais de 28.500 foram contagiadas, números que a própria agência da ONU admite como conservadores.