As autoridades japonesas elevaram este domingo para 35 o número de mortos na sequência do tufão Hagibis, que atingiu este sábado o arquipélago nipónico, segundo a agência noticiosa Kyodo News.

Cerca 170 pessoas ficaram feridas e há ainda 17 desaparecidos, de acordo com o último balanço das autoridades locais.

O Governo japonês mobilizou 27 mil membros das Forças de Autodefesa (exército) para os trabalhos de socorro.

O Hagibis tocou na terra no sábado pouco antes das 19:00 (13:00 em Lisboa) e, cerca de duas horas depois, chegou à capital japonesa com rajadas de vento até 200 quilómetros por hora, de acordo com a Agência Meteorológica do Japão (JMA, na sigla em inglês).

Mais de sete milhões de pessoas foram aconselhadas a deixar as suas casas, tendo dezenas de milhares sido acolhidas em centros de abrigo.

Na província de Nagano, as chuvas torrenciais fizeram transbordar o rio Chikuma, arrastando consigo veículos.

Na cidade de Sano, em Tochigi, a enchente no rio Akiyama afetou também uma área residencial, à qual já acorreram equipas de resgate, incluindo soldados.

Fumio Kishida, político do partido do executivo, afirmou que o Governo fará tudo o que estiver ao seu alcance durante as operações de socorro.

Reconheceu também que as redes de energia do Japão precisam de ser fortalecidas, depois de quase 300 mil casas terem ficado sem eletricidade.

O tufão obrigou ao adiamento da qualificação para a corrida de Fórmula 1, em Suzuka, de sábado para hoje, e ao cancelamento de três jogos do mundial de Râguebi.

/ CE-Atualizada às 17:00