São já 724 os mortos confirmados pela proteção civil do Haiti após o sismo que ontem abalou o país, informa a agência Reuters. Segundo as autoridades, o número de feridos será superior a 2800.

O anterior balanço, ontem à noite, dava conta de 304 vítimas mortais. 

O número de pessoas mortas no terramoto aumentou no início do dia 15 de agosto para 724 mortos: 500 no sul, 100 em Grand'Anse, 122 em Nippes e 2 no noroeste", avançou a Proteção Civil num comunicado citado pela agência AFP.

De acordo com Jerry Chandler, coordenador da proteção civil no país, as buscas continuam, numa tentativa de encontrar sobreviventes entre os destroços.

Um sismo de magnitude 7.2 na escala de Richter foi registado às 08:29 deste sábado (13:29 em Lisboa) na região oeste do HaitiO abalo ocorreu a oito quilómetros da cidade de Petit Trou de Nippes, a cerca de 150 quilómetros da capital Port-au-Prince, e a uma profundidade de 10 quilómetros. 

Apesar de mais intenso, o sismo de sábado foi menos destruidor do que o de 2010. A missão de reconhecimento das Nações Unidas que visitou as áreas afetadas encontrou "danos menos significativos do que o inicialmente esperado", disse o gabinete da ONU para os Assuntos Humanitários, que registou mais de 700 edifícios colapsados, incluindo hospitais e escolas, e 3.778 casas destruídas.

Várias réplicas foram sentidas durante o dia de sábado e também ao longo à noite e que fizeram com que algumas estruturas já fragilizadas acabassem por ruir.

“As necessidades humanitárias mais urgentes estão ligadas ao fornecimento de assistência médica e água, saneamento e higiene”, disse a organização.

O primeiro-ministro Ariel Henry declarou estado de emergência nacional durante um mês. O governo solicitou ajuda internacional específica para operações de busca e resgate, declarando que apoio adicional não será solicitado até que a extensão dos danos seja conhecida.

Maria João Caetano