Manuel Mourin Caldeiro, de 89 anos, tinha exames marcados para dia 7 de outubro no Hospital Vall d'Hebron, em Barcelona, Espanha. Sozinho, o idoso compareceu na unidade hospitalar, mas não regressou a casa.

A família, segundo conta a imprensa espanhola, deu conta do seu desaparecimento à polícia de Barcelona que, apesar de Manuel Caldeiro ter sido visto pela última vez no hospital, não avisou a Unidade Hospitalar.

Apenas três dias depois do desaparecimento, e sem qualquer pista sobre o idoso, as autoridades avisaram o hospital que foi verificar as imagens das câmaras de videovigilância, comprovando que o idoso entrou no hospital, mas não saiu.

"Os Mossos d’Esquadra avisaram-nos na sexta-feira do desaparecimento e nesse dia encontrámos a pessoa, um paciente ambulatório do hospital, sem vida", confirmou um porta-voz do hospital, acrescentando que "a Comissão de Segurança do Hospital está a rever os protocolos de segurança para saber exatamente como isto aconteceu, com o objetivo de evitar que se volte a repetir".

A família do idoso, que tinha problemas de coração e era diabético, mostrou-se consternada e indignada pelo sucedido e pela demora em encontrar o idoso

Em entrevista ao site elcierredigital, o filho Javier, afirmou que "ninguém assume responsabilidades".

"O meu pai esteve 48 horas morto num wc do Hospital Vall d'Hebron e ninguém assume responsabilidades. É desolador, a morte podia ter em qualquer outro sítio. Mas morreu numa casa de banho sem que ninguém se preocupasse que esse wc estava fechado há dois dias. Entendo que não existam responsabilidades penais neste assunto, mas vamos averiguar se podemos pedir a responsabilidade civil pela sucessão de erros que, sob o meu ponto de vista, se cometeram", afirmou.

Andreia Miranda