Vladimir Putin diz que não quis ofender ninguém, mas a verdade é que as suas declarações rapidamente se tornaram virais. Em entrevista para o documentário de Oliver Stone, o presidente russo afirmou que não tem dias maus porque não é "uma mulher" e que preferia não tomar banho com um gay para não "o provocar".

Quando Oliver Stone perguntou a Putin se ele tinha dias maus, o líder russo disse que isso era algo com que não se tinha de preocupar. O excerto da conversa foi publicado pela Bloomberg News e fazem parte do documentário The Putin Interviews, realizado por Oliver Stone e com estreia marcada para o dia 12 de Junho, no canal de cabo norte-americano CBS Showtime.

Não sou uma mulher, portanto não tenho dias maus. Não estou a tentar insultar ninguém, é só a natureza das coisas. Há determinados ciclos naturais”, afirmou.

As reações nas redes sociais não se fizeram esperar e foram muitas as mulheres a acusarem-no de ser misógino.

Oliver Stone, que acompanhou Putin em várias situações entre julho de 2015 e fevereiro de 2017, questionou ainda o chefe de Estado russo sobre a homossexualidade. 

O presidente russo aproveitou a oportunidade para garantir que não há perseguição de gays na Rússia apesar da lei que proíbe aquilo a que chama de “propaganda gay” a menores de idade, aprovada em 2013.

Em tom de provocação, Oliver Stone perguntou ainda Vladimir Putin se era tomaria banho com um homossexual num submarino. 

Preferia não o fazer. Para quê provocá-lo? Tu sabes, sou um mestre do judo", afirmou.

O documentário aborda ainda a questão das relações diplomáticas entre os EUA e a Rússia e também a detenção de Edward Snowden.

Sobre a primeira questão, Putin afirmou que, em caso de guerra entre as duas nações, "ninguém sobreviveria". Já sobre Snowden, o presidente russo  diz que o ex-analista informático da NSA fez mal ao divulgar sistemas de vigilância em massa, mas não o considera “um traidor”.

Snowden não é um traidor. Ele não traiu os interesses do seu país. Ele não transferiu nenhuma informação para outro país que pudesse ser nociva para o país e para as pessoas. A única coisa que Snowden fez foi publicidade".