Um tribunal condenou hoje o grupo Johnson & Johnson a pagar 572 milhões de dólares ao estado norte-americano de Oklahoma pela sua responsabilidade na crise dos opiáceos, que fez milhares de mortos por 'overdose'.

A multa, equivalente a cerca de 515 milhões de euros, surge após dois meses de julgamento.

"A crise dos opiáceos devastou o estado de Oklahoma e deve ser contida de imediato", declarou o juiz Thad Balkman na audiência de hoje.

O juiz considerou que o laboratório Janssen, divisão farmacêutica da Johnson & Johnson, adotou práticas "enganosas de 'marketing' e promoção de opiáceos", causando uma crise de dependência destes medicamentos de combate à dor, mortes por 'overdose' e um aumento da síndrome de abstinência neonatal no referido estado norte-americano.

O montante exigido à Johnson & Johnson vai servir para financiar os programas estaduais destinados a resolver a crise.

O desfecho deste caso pode influenciar o de outras queixas apresentadas contra fabricantes de opiáceos nos Estados Unidos.