O adolescente de 17 anos que terá empurrado uma criança francesa de 6 anos de uma plataforma de observação no 10.º andar da galeria Tate Modern, em Londres, foi acusado de tentativa de homicídio, informou hoje a polícia britânica.

O suspeito, cujo nome não foi revelado por se tratar de um menor de idade, vai comparecer hoje de manhã no Tribunal de Crianças de Bromley, no sudeste de Londres, revelou a polícia em comunicado.

O menino de 6 anos, que estava com a família a visitar Londres, ficou gravemente ferido, encontrando-se em "estado crítico", mas "estável", de acordo com a mesma fonte.

O incidente ocorreu no domingo à tarde, quando a criança foi empurrada da plataforma do 10.º andar e caiu no telhado do quinto andar do museu, tendo sido resgatado e transportado de helicóptero para o hospital.

O suspeito, que foi imediatamente detido no local, não conhecia a vítima, afirma a polícia, que está a tratar o caso como "um evento isolado, sem motivo claro ou aparente".

Entretanto foi lançado um apelo a testemunhas.

Uma testemunha do incidente, Nancy Barnfield, de 47 anos, contou à agência Associated Press que estava com a família no local quando ouviu um "grande estrondo" e, de seguida, uma mulher a gritar "onde está o meu filho? Onde está o meu filho?".

Houve gritos e uma mulher tremia e "chorava desesperadamente", disse Olga Malchevska, uma jornalista da BBC que se encontrava no museu com o filho de quatro anos.

Membros do público cercaram o alegado autor do crime e prenderam-no até a polícia chegar, disse Nancy Barnfield, acrescentando que o suspeito estava com um ar calmo.

A Tate Modern, um museu de arte moderna situado nas margens do rio Tamisa e um dos pontos turísticos mais visitados do Reino Unido, foi imediatamente encerrado após a tragédia, tendo reaberto na segunda-feira, com exceção da plataforma de observação, que se situa numa extensão adicionada em 2016 ao edifício.