Quase 300 refugiados rohingya desembarcaram na costa indonésia esta manhã, informaram as autoridades locais, uma das maiores chegadas ao arquipélago de membros desta minoria muçulmana perseguida em Myanmar (antiga Birmânia).

Os migrantes, entre eles mais de uma dezena de crianças, foram avistados no mar por moradores, que os ajudaram a desembarcar na costa norte da ilha de Sumatra, perto da cidade de Lhokseumawe, segundo o chefe da aldeia de Ujong Blang, Munir Cut Ali.

Vimos um barco a vir em direção à costa em Ujong Blang e ajudámo-los a desembarcar em segurança", adiantou à agência de notícias France-Presse (AFP).

Entre este grupo de 102 homens, 181 mulheres e 14 crianças, um homem encontrava-se doente e foi transferido para um hospital, disse o oficial do Exército Roni Mahendra.

Os refugiados serão testados para ver se são portadores do novo coronavírus, acrescentou. "A seguir o Governo local vai procurar um local adequado para os abrigar."

Este desembarque corresponde à maior chegada de um grupo rohingya à Indonésia desde 2015, segundo fontes locais.

Em junho, cerca de 100 rohingya, a maioria mulheres e crianças, desembarcaram nesta área após uma perigosa viagem de quatro meses, depois de abandonarem um campo de refugiados no Bangladesh, onde viveram depois de fugirem de Myanmar, país de origem.

Quase um milhão de rohingya vivem em condições precárias em campos de refugiados no Bangladesh, onde contrabandistas recrutam candidatos para viajarem.

Indonésia e Malásia, dois países predominantemente muçulmanos, são destinos populares para os rohingya, que fogem da perseguição e da violência em Myanmar, um país predominantemente budista.

Porém, após a pandemia do novo coronavírus, vários países da região, incluindo a Malásia, aumentaram os controlos no mar e impediram o desembarque de barcos de refugiados.

/ BC