O Conselho de Segurança das Nações Unidas votou, esta segunda-feira, por unanimidade, o envio de observadores para monitorizar as evacuações da zona oriental de Alepo, assim como a segurança dos civis que permanecem na cidade. 

Os 15 membros do Conselho de Segurança adotaram a proposta de resolução apresentada por França, que "solicita a todas as partes que providenciem o envio desses observadores com segurança e acesso desimpedido e imediato".

É a primeira vez, em cinco anos, que a Rússia não veta uma resolução das Nações Unidas a respeito da Síria.

Um simples primeiro passo

Para o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, a aceitação da proposta por todos os 15 membros do Conselho de Segurança é apenas um primeiro passo. Mas que deve ser respeitado e implantado, sobretudo pelo governo sírio e pelos seus aliados.

A França apelou a cada parte, em especial ao regime sírio e seus apoiantes, para serem responsáveis, de forma a que esta resolução seja implantada sem demoras e a que um cessar-fogo duradouro seja respeitado em todo o país", salientou Jean-Marc Ayrault, após a aprovação unânime no Conselho de Segurança.

Evacuação a conta-gotas

À margem dos entendimentos diplomáticos, a evacuação de Alepo, em tempos a maior cidade síria, foi retomada na noite passada. Desde a meia noite, pelo menos 65 autocarros saíram das zonas de leste.

Foram pelo menos 3.500 pessoas que conseguiram sair esta segunda-feira, ao abrigo do acordo entre forças governamentais e rebeldes de influência radical muçulmana.

De acordo com a organização Observatório Sírio dos Direitos Humanos, outras 500 pessoas terão sido retiradas das povoações de maioria xiita Foua e Kefraya, que ficam numa província vizinha de Alepo.

Redação / Atualizada às 15:12