Um norte-americano de 40 anos morreu na terça-feira no ataque terrorista ocorrido no Quénia, 17 anos depois de ter sobrevivido ao atentado em Nova Iorque contra as torres gémeas, ocorrido a 11 de setembro de 2001.

O empresário Jason Spindler estava hospedado na capital do Quénia. Foi enquanto almoçava no hotel que quatro homens armados invadiram o local e mataram, pelo menos, 21 pessoas. 

Jonathan, o irmão do empresário, confirmou a morte de Jason através de um post no Facebook, apenas visível para amigos, revelado pelo jornal britânico Daily Mail.

É com o coração pesado que anuncio que o meu irmão, Jason, faleceu esta manhã durante um ataque terrorista em Nairobi. Jason foi um sobrevivente do 11 de setembro e um lutador (...), escreveu o irmão.

Sorte e fatalidade

Formado na faculdade de Direito da Universidade de Nova Iorque e na Universidade do Texas, em Austin, em 2001, Jason Spindler trabalhava como analista para o banco de investimentos Salomon Brother. Conta o Daily Mail que, no dia do ataque, foi dos poucos que conseguiu escapar com vida do Edifício 7 do World Trade Center. 

Depois do 11 de setembro, Jason decidiu juntar-se ao Peace Corps, um programa de voluntariado dirigido pelo Governo dos Estados Unidos.

Atualmente, era fundador e diretor admnistrativo da I-DEV Internacional, uma empresa de investimentos com a sede africana em Nairobi, capital do Quénia, que visa criar pequenos empreendimentos em mercados emergentes.

Ele estava a tentar fazer uma mudança positiva no terceiro mundo nos mercados emergentes", disse o irmão Jonathan à NBC News.

 

Todos nós sentimos muito a falta dele. E é tão triste que um jovem tão brilhante seja levado pelo terrorismo”, acrescentou Jonathan. "Não há palavras para descrever como é que a nossa família se sente neste momento, mas posso dizer ... Jason Spindler, és e sempre serás um filho, um irmão e um tio incrível. Descansa em paz - sentiremos muito a tua falta".

Chris Schroeder, um amigo de Jason, descreveu a vítima no Facebook como sendo "um daqueles homens raros que era amado por praticamente qualquer pessoa que o conhecesse, fosse no Quénia ou noutra parte do mundo".

A responsabilidade do ataque ao hotel de luxo em Nairobi foi reivindicado pelo grupo extremista somali al-Shabab, um afiliado da Al Qaeda. 

Uhuru Kenyatta, o presidente do Quénia, confirmou na manhã de quarta feira que todos os agressores foram mortos depois de um cerco que durou 20 horas.