A Escola de Medicina Veterinária da Universidade da Namíbia está a treinar cães para distinguir pessoas saudáveis de pessoas infetadas com covid-19. Os profissionais da Universidade, localizada na cidade de Neudamm, defendem que os odores são distintos.

Conrad Brain, professor de fisiologia e epidemiologia da Universidade, diz que o projeto teve início há dois meses.

Em colaboração internacional com escolas veterinárias na Finlândia e na França, estamos a treinar os nossos cães e, ao que tudo indica, os cães detetores de Covid-19 são extremamente eficazes na identificação de pessoas positivas ou negativas”, disse o professor ao The Namibian.

A Colômbia é já um país de sucesso, quanto ao treino de cães detetores de covid-19 e a Namíbia, a Finlândia e a França querem alcançar os mesmos resultados. Os Emirados Árabes Unidos, o Chile, a Argentina, o Brasil e a Bélgica são outros países que também já iniciaram os treinos.

Em África, a Namíbia é pioneira neste processo, mas já têm historial no que toca ao treino de cães para detetar armas e produtos de vida selvagem. O projeto de combate ao coronavírus envolve veterinários, médicos, treinadores de cães, um especialista jurídico e já procurou possíveis parceiros.

Anna Marais, diretora do departamento de agricultura e recursos da Universidade da Namíbia, afirma que os beagles são a raça mais adequada para a tarefa, uma vez que têm o olfato muito apurado. Os cães detetam o odor da substância química que o vírus provoca nos humanos. Para além de coronavírus, os cães são capazes de identificar pessoas infetadas com cancro ou diabetes.

Os cães são treinados três vezes por semana e as sessões envolvem treino de obediência e farejo. O desenvolvimento desta capacidade permitirá aos Governos poupar dinheiro em testes e controlo, facilitando, sobretudo, o controlo nos aeroportos.

Redação / MS