O influente ativista pro-democracia, Nathan Law, abandonou Hong Kong para uma localização desconhecida, depois de testemunhar no congresso norte-americano sobre a nova lei de segurança, imposta pela China à região autónoma.

Em entrevista à AP, Law, que se recusou a revelar a sua localização por motivos de segurança, afirma que ter saído para lutar pela democracia em Hong Kong internacionalmente.

Com a entrada em vigor da nova lei de segurança, ativistas e políticos de Hong Kong que falem com imprensa estrangeiras ou sejam testemunhas em audições de países estrangeiros podem ser acusados de secessão.

Para mim, sair do lugar que amo, em que cresci, em que passei a maior parte da minha vida, é definitivamente uma decisão difícil, mas é mais do que uma escolha pessoal", afirmou em declarações à AP. "Sinto falta de tudo."

A lei entrou em vigor esta terça-feira, com o objetivo de combater atividade “subversiva e secessionista” em Hong Kong, provocando receios de que as liberdades na região semiautónoma serão postas em causa.

As escolhas são claras: ou fico calado de agora em diante, ou continuo a fazer esforços diplomáticos para avisar o mundo sobre a ameaça da expansão autoritária da China”, disse Law. “Eu tomei essa decisão quando aceitei testemunhar diante do congresso americano.”

Nathan Law, de 26 anos, tornou-se conhecido como um dos líderes estudantis da revolução pró-democracia de 2014. Em 2016, tornou-se o mais jovem deputado eleito na cidade, mas foi desqualificado para o cargo depois de, durante o juramento, ter levantado o tom enquanto jurava lealdade à China.

Esta quarta feira, a polícia deteve cerca de 370 pessoas, incluindo dez por suspeita de violar a lei de segurança, quando milhares foram às ruas para protestas a legislação.