Pelo menos 31 pessoas, incluindo crianças, morreram afogadas esta quarta-feira no Canal da Sicília, Mar Mediterrâneo, depois de um barco que transportava migrantes oriundos da Líbia ter naufragado.

A embarcação, que transportava cerca de 500 migrantes, virou-se ao contrário, desconhecendo-se os motivos da tragédia. Pelo menos 200 pessoas foram salvas.

O comandante da Guarda Costeira italiana, Cosimo Nicastro, afirmou à agência Reuters que “pelo menos 20 corpos foram recuperados”, enquanto os funcionários da organização não governamental MOAS (Migrant Offshore Aid Station) adiantaram que foram recuperados 31 corpos, “a maioria crianças”.

As operações de resgate estão a ser coordenadas pelo centro de operações de Roma.

O número de migrantes que chegou à costa italiana no início do ano foi de 50.039 migrantes, o que representa um acréscimo de 46% por comparação com o mesmo período do ano passado - no início de 2016 verificou-se a chegada de 34.236 migrantes.

A maioria dos migrantes é oriunda da Nigéria (6.577), do Bangladesh (5.702), da Guiné (4736).