Caleb Wallace tinha 30 anos, era conhecido por organizar movimentos contra o uso de máscaras, no Texas, e morreu com covid-19.

Contraíu o vírus no fim do mês de julho, e no início de agosto, foi internado nos cuidados intensivos, inconsciente.

Morreu este sábado, deixando a mulher grávida de oito meses e três filhas. 

Wallace usou ivermectina, desparasitante usado em gado, como tratamento contra a covid-19. Este medicamento ganhou popularidade entre negacionistas que não acreditam na vacina. 

A FDA (Agência Federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos) já alertou várias vezes para as consequências da autoadministração deste medicamento, garantindo que não é um tratamento para o vírus. 

Caleb fundou o grupo The San Angelo Freedom Defenders e a sua página no Facebook era destinada a "encorajar (os cidadãos) a participarem ativamente no seu dever de garantir os direitos dados por Deus e protegidos pela constituição."

Com opiniões fortes e controversas, era presença assídua em reuniões do conselho municipal de San Angelo, e no noticiário local. 

A minha saúde não é da vossa responsabilidade. Por difícil que possa soar, a nossa constituição, os nossos direitos fundamentais, protegem isso. E mais nada" afirmou Wallace, em novembro de 2020, numa conferência sobre a covid-19 no Texas "Lamento que isto soe tão direto e parece que não me importo. Eu importo-me. Importo-me mais sobre a liberdade do que pela vossa saúde."

 

A sua esposa, Jessica Wallace, foi publicando atualizações do estado de saúde do marido, na sua página GoFundMe.

Todos vocês têm o direito de sentir o que sentem, já que o Caleb lutou pelas suas crenças", escreveu Jessica, na sexta-feira "Ele era um homem imperfeito, mas amava a sua família e as suas filhas mais do que qualquer coisa. Para aqueles que desejavam a sua morte, lamento que os seus pontos de vista e opiniões vos tenham magoado. Rezei para que ele saísse disto com uma nova perspectiva e mais apreço pela vida."

 

No sábado confirmou a morte do marido, e confessou à imprensa local que acredita no uso das máscaras.

"O Calleb ter-me-ia dito, ´Sabes que as máscaras não te vão salvar´, mas ele percebia que eu as quisesse usar. Elas dão-me conforto em saber que talvez, só talvez, esteja a proteger alguém ou evitar que eu prórpia seja contagiada".

 

 

 

Redação / IM