O foguetão russo Soyuz que transportava dois astronautas sofreu uma falha no motor após a descolagem e isso obrigou a uma aterragem de emergência por parte dos astronautas a bordo, avança a Reuters. Ambos foram localizados pelas equipas de resgate e emergência.

O aparelho deveria transportar o astronauta norte-americanos Nick Hague e o cosmonauta russo Alexei Ovtchinine para a Estação Espacial Internacional, onde permaneceriam durante seis meses. Neste vídeo divulgado por uma estação de televisão russa, e partilhado no Youtube, é possível ver o momento em que a falha acontece.

 

De acordo com as agências, pouco tempo após o incidente, ambos estavam "vivos e deveriam aterrar no Cazaquistão", de onde descolaram. Uma hora depois, as equipas de resgate e emergência confirmavam ter chegado junto do foguetão Soyuz, perto da cidade de Dzhezkazgan, no centro do Cazaquistão.

A NASA avançava ainda que os astronautas "estão em boas condições" e já fora da cápsula. A maio da tarde, a agência Reuters, citando a Interfax, dava conta que os dois astronautas iriam passar uma noite no hospital de Baikonur, também no Cazaquistão, para a realização de alguns exames médicos.

Nas redes sociais, logo após o incidente, também se sucederam a partilha de imagens e vídeos do momento.

 

Entretanto, a NASA continuou a transmitir em direto através do seu canal no Youtube a missão.

 

 

As causas que provocaram a falha no motor da Soyuz MS-10 ainda são desconhecidas.

De acordo com os planos estava previsto que a nave viesse a cumprir quatro voltas à terra para seis horas depois acoplar na Estação Espacial Internacional.

Na Estação Espacial Internacional encontram-se, desde junho, os membros da Missão 57, o comandante Alexander Gerst da Agência Espacial Europeia, a piloto da NASA, Serena Auñon-Chancellor e o piloto da Roscosmos Serguei Prokópiev.

Colisão entre secções pode ter sido causa

Uma colisão entre secções do foguetão pode ter sido a “causa direta” da avaria que obrigou a nave espacial russa Soyuz MS-10 a aterrar de emergência pouco depois do lançamento, disse hoje o diretor da agência espacial russa Roscosmos, Serguei Krikaliov.

Ainda não há versões definitivas, mas o que é evidente é que a causa direta foi a colisão de um elemento lateral que faz parte da primeira secção do foguetão. Na verdade, ao separar-se ocorreu um contacto entre a primeira e segunda secção”, disse Krikaliov à agência russa Novosti.

O diretor da Roscosmos não descarta que o foguetão “se tenha desviado da trajetória programada e que a parte inferior de uma das secções se tenha destruído”.