O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou esta sexta-feira a oposição de promover violência no país e pediu hoje às autoridades que os cidadãos envolvidos em atos de vandalismo sejam condenados a 20 anos de prisão.

Já há presos que vão ser julgados e pedi ao procurador-geral (Tareck William Saab) que seja muito cuidadoso na aplicação da máxima pena de 20 anos de prisão a quem for capturado na rua, incendiando, assaltando e fazendo atos de vandalismo, que são pagos em dólares", disse.

Durante uma conferência de imprensa, no palácio presidencial de Miraflores, o Presidente da Venezuela acusou a "direita" venezuelana de promover violência no país e insistiu que os detidos vão ser julgados para que paguem pelas suas ações.

Vamos persegui-los, com a colaboração dos vizinhos, e metê-los na cadeira, para garantir a paz", disse, sublinhando que a "paz tem que triunfar perante a violência".

Segundo Nicolás Maduro, "na noite de 23 de janeiro [dia da grande manifestação de oposição que assinalou a queda da ditadura de Marco Pérez Jiménez] ocorreram atos vândalos, de grupos de assaltantes pagos pela extrema direita, que está dando um golpe de Estado na Venezuela".

"Queimado vivo"

Maduro explicou que nos protestos um homem foi "queimado vivo" e que outro foi tirado de um camião que ia ser incendiado.

Por outro lado, apelou aos seus simpatizantes para rebelião popular contra o que chama golpe de Estado da Direita.

Segundo fontes não oficiais, desde 22 de janeiro 27 pessoas morreram na Venezuela, na sequência de protestos antigovernamentais. As autoridades acusam a oposição e as ONG acusam as forças de segurança.

Segundo o Foro Penal Venezuelano, entre 21 e 24 de janeiro 369 pessoas foram detidas no âmbito de manifestações da oposição.

Fontes não oficiais dão conta de que quatro estabelecimentos comerciais de portugueses teriam sido alvo de vandalismo e pilhagem.