O Presidente da Venezuela afirmou, na sexta-feira, que vai denunciar junto da ONU aquilo que considera ser uma “ameaça ilegal” do Presidente dos EUA, que admitiu esta semana impor um bloqueio ao país sul-americano.

Instruí o representante venezuelano na ONU, Samuel Moncada, a denunciar perante o Conselho de Segurança essa ameaça ilegal e criminosa de Donald Trump: um bloqueio marítimo e o isolamento da Venezuela”, disse Nicolás Maduro, em declarações transmitidas na rádio e televisão estatais.

Um dia antes, à saída da Casa Branca, o Presidente norte-americano - que não reconhece Maduro como seu homólogo - respondeu afirmativamente à hipótese de ordenar um bloqueio contra a Venezuela como mais uma medida para pressionar a renúncia de Maduro.

Os mares da Venezuela serão livres, soberanos e independentes, iremos navegá-los como quisermos”, assegurou Nicolás Maduro.

Washington já impôs um embargo ao petróleo venezuelano em abril, com o objetivo declarado de pressionar a queda do regime do Presidente Nicolás Maduro, visando o pilar da frágil economia venezuelana.

Os Estados Unidos, seguidos desde então por cerca de 50 países, incluindo Portugal, reconheceram, no início do ano, o líder opositor venezuelano, Juan Guaidó, como Presidente interino da Venezuela.

O diálogo entre o Governo venezuelano e a oposição retomou esta sexta-feira na ilha Barbados, sob mediação da Noruega.

Segundo o Governo norueguês, as duas partes comprometeram-se a encontrar uma solução “constitucional” para a crise venezuelana.

À crise política na Venezuela soma-se uma grave crise económica e social, que já levou quase três milhões de pessoas a fugirem do país desde 2015, de acordo com dados das Nações Unidas.

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