O Parlamento britânico aprovou a mudança da data do Brexit decidida pela Comissão Europeia, depois do pedido de adiamento solicitado pela primeira-ministra britânica. Assim, a saída com acordo da União Europeia acontecerá a 22 de maio. Se não houver acordo, 12 de abril. A data inicial era daqui a dois dias, 29 de março, mas o processo tem sido marcado por impasse atrás de impasse.

A mudança de data foi aprovada com os votos favoráveis de 441 deputados, sendo que 105 votaram contra. Já se sabia de antemão que esta votação iria contar com o apoio do executivo da primeira-ministra conservadora, Theresa May, e do principal partido da oposição, o Partido Trabalhista.

Para além das datas, há horas concretas: 23:00 horas de 12 de abril (num cenário de não acordo) ou 23:00 horas de sexta-feira, 22 de maio, se houver fumo branco.

Para um cenário de Brexit com acordo ser possível até esta data, o acordo negociado pela primeira-ministra britânica, Theresa May, tem de passar no Parlamento (e, recorde-se, já foi chumbado duas vezes).

Esta quarta-feira, a primeira-ministra britânica prometeu aos deputados do seu partido, o Partido Conservador, demitir-se antes da próxima fase de negociações do Brexit, logo assim que o acordo de saída da UE seja aprovado.

Na segunda-feira, os deputados britânicos votaram a favor da retirada do controlo sobre as negociações do Brexit ao governo liderado por Theresa May, uma decisão sem precedentes na história da democracia britânica. 

Foram debatidas oito propostas de caminhos alternativos ao acordo de saída negociado entre Bruxelas e Londres, mas foram todas rejeitadas. Portanto, se nada mudar (e tendo em conta que a possibilidade de um segundo referendo foi chumbada hoje), ou há Brexit a bem ou a mal.

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Vanessa Cruz