Times Square viveu momentos de pura euforia e de festa após o democrata Joe Biden ter sido eleito como o 46.º presidente dos Estados Unidos. A reportagem da TVI em Nova Iorque testemunhou como muitos norte-americanos encheram-se de esperança após umas eleições que duraram três dias e foram marcadas por protestos e polémicas.

Este é dos dias mais felizes da minha vida.Estávamos a caminho de uma ditadura. As pessoas não percebem o quão perto os Estados Unidos ficaram de um regime ditatorial", diz uma das apoiantes de Biden presente na festa que juntou milhares de pessoas e que ficou marcada por danças e insultos dirigidos a Donald Trump.

A cidade que nunca dorme celebrou nas ruas com gritos de alegria, com bater de tachos e buzinas de automóveis, minutos após os principais meios de comunicação social darem a Biden a vitória no estado da Pensilvânia, de onde o presidente eleito é nativo.

Este é um momento de celebração. O fascismo, o racismo, as semi-divindades estão fora dos Estados Unidos, estou orgulhoso com isso", diz um norte-americano que vê com esperança os próximos quatro anos sob liderança de Joe Biden.

Quando a noite caiu, a festa em Times Square manteve o tom. "O meu coração está tão alegre, estou tão feliz pela minha geração e pela geração dos meus filhos", afirma uma mulher que discursa com a mão no peito.

A curto-prazo, Joe Biden herda a liderança de um país extremamente dividido em questões raciais, ambientais e económicos. Premente é também a gestão de uma pandemia que já foi responsável pela morte de 1 252 427 norte-americanos.

Tenho esperança que consigamos controlar a covid-19. Espero que a economia volte a melhorar", afirma uma apoiante com o filho ao lado.

O candidato democrata foi anunciado como vencedor das eleições presidenciais de 3 de novembro segundo projeções da ‘media’ norte-americana.

Segundo essas projeções, Biden totaliza 290 “Grandes Eleitores” do Colégio Eleitoral, derrotando o candidato republicano e atual presidente Donald Trump.

A posse de Biden como 46.º presidente dos Estados Unidos está marcada para 20 de janeiro de 2021.

/ Carla Rodrigues e Miguel Bretiano