Pela primeira vez na história, o Estreito de Cook, na Nova Zelândia, foi atravessado por um avião elétrico, num voo que durou cerca de 40 minutos.

Gary Freedman, fundador da empresa ElectricAir, tinha como objetivo chamar a atenção para o uso de meios de transporte mais sustentáveis, numa altura em que está a decorrer a cimeira das Nações Unidas sobre o clima (COP26), em Glasgow, na Escócia.

As aeronaves elétricas são limpas e silenciosas e ajudam-nos a resolver a questão urgente das emissões de gases de efeito estufa produzidos pela indústria da aviação tradicional", escreveu a ElectricAir através de um comunicado.

 

Os funcionários do Aeroporto Internacional de Wellington acreditam que esta pode ser a maior distância percorrida num avião elétrico sobre a água.

É um dia muito excitante para o aeroporto. Um dia que estabelece recordes mundiais", afirmou a porta-voz Jenna Raeburn, citada pela CNN.

 

Hello North Island. We did it! The first ever electric flight across the Cook Strait. And by using certified renewable energy from @MeridianEnergy , the scope 2 emissions from that flight were zero, as were our tailpipe emissions. It was pretty fun too.#renewableenergy pic.twitter.com/nVmrN1xWgs

Antes da descolagem, existiram alguns contratempos devido a chuva torrencial no local de partida, perto da cidade de Blenhien, atrasando o voo 15 minutos. No entanto, quando o tempo abriu e ficou ensolarado, Gary Freedman atravessou o Estreito de Cook, que separa as Ilhas do Norte e do Sul da Nova Zelândia.

O fundador da ElectricAir ficou extremamente entusiasmado pelo facto da tecnologia ter funcionado melhor do que ele esperava.

Ainda nos restavam 40% na bateria. Quase que podíamos ter voltado a voar", contou.

 

A aeronave pesa menos de 400 quilos e é mais silenciosa do que um avião tradicional. Para a viagem de 78 km, o avião voou a 305 metros acima do nível do mar e à velocidade de 130 km/h, para poupar a sua bateria.

Para carregar completamente o avião é preciso cerca de uma hora.

O Aeroporto Internacional de Wellington está a preparar-se para começar a fazer voos de curta distância com aviões elétricos, de 12 lugares, dentro de cerca de cinco anos. Segundo a porta-voz do aeroporto, a tecnologia ainda não é capaz de alimentar os grandes aviões de passageiros.

Redação / IC