A principal cientista do laboratório chinês Sinovac, que estava a liderar novos ensaios para investigar a eficácia da vacina contra a covid-19 na Indonésia, morreu esta quarta-feira depois de ter sido infetado com vírus.

Novilia Sjafri Bachtiar é uma das milhares de vítimas que a Indonésia confirmou nos últimos dias como consequência do vírus, sendo também um dos países que mais usam a vacina da Sinovac.

Segundo vários meios avançaram a notícia, citando fontes governamentais para referir que a cientista foi enterrada de acordo com os protocolos da covid-19.

A morte foi confirmada pelo ministro do Empreendimento, Erick Thohir, que lamentou o sucedido nas redes sociais, falando numa "grande perda".

Ela era uma cientista de ponta e conduziu dezenas de ensaios clínicos para a BioFarma, incluindo os ensaios da vacina contra a covid-19 da Sinovac", lembrou o ministro.

O número de mortes por covid-19 tem disparado na Indonésia nos últimos dias, o que começa a levantar algumas dúvidas sobre  eficácia das vacinas, nomeadamente a da Sinovac.

O grupo independente Lapor Covid-19 avança mesmo que 131 profissionais de saúde morreram depois de terem sido inoculados.

A Indonésia alargou a todo o arquipélago restrições para lidar com novas infeções da covid-19, causadas pela variante Delta, um dia depois de o país ter registado um novo máximo diário de casos.

Embora já existissem fortes restrições nas ilhas de Java e de Bali, as novas medidas anunciadas vão ser aplicadas a dezenas de cidades, desde Samatra (oeste) até à Papua Ocidental (leste).

Os casos estão a aumentar noutras regiões e temos de ter cuidado com a vulnerabilidade dos hospitais", disseram as autoridades, acrescentando que as restrições estariam em vigor até 20 de julho.

O sistema de saúde no quarto país mais populoso do mundo está a ficar saturado com um crescente fluxo de pacientes.

Nas últimas horas foram confirmadas mais de mil mortes num só dia relacionadas com a doença, algo que está também a ser atribuído à prevalência da variante Delta, sendo que a Sinovac tinha garantido a eficácia da vacina contra esta mutação.

António Guimarães