Macau registou esta terça-feira um novo caso importado de infeção pelo novo coronavírus, o segundo em 24 horas, informaram as autoridades em comunicado.

O diagnóstico foi efetuado a um homem de 47 anos de idade, cidadão espanhol, que se deslocou a Macau para fazer negócios e não sentia nenhum desconforto", indicou a mesma nota do Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus.

A informação foi divulgada no dia em que entrou em vigor a quarentena de 14 dias a todos aqueles que entrem no território, à exceção das pessoas que cheguem China continental, Taiwan e Hong Kong.

No dia 15 de março, este indivíduo, espanhol, apanhou o voo SU2501 de Madrid (Espanha) para Moscovo (Rússia) e efetuou trânsito para o voo SU204 de Moscovo para Pequim. No dia 16 de março, apanhou o voo NX001 de Pequim para Macau e chegou ao Aeroporto Internacional de Macau às 20:00 horas no mesmo dia", indicaram as autoridades.

No posto fronteiriço do aeroporto, o pessoal dos Serviços de Saúde detetou febre no homem, razão pela qual foi transportado de ambulância para o Centro Hospitalar Conde de São Januário para a realização de exames, que confirmaram hoje a infeção.

Existiam apenas sete passageiros no voo NX001 de Pequim para Macau e os Serviços de Saúde procederão ao acompanhamento necessário a estas pessoas", acrescentaram as autoridades.

Este é o 12.º caso confirmado em Macau. Dos dez pacientes iniciais, todos receberam alta hospitalar.

Na segunda-feira, as autoridades detetaram o primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus em 40 dias, numa sul-coreana que chegou ao território vinda do Porto, onde visitou familiares do namorado português.

Uma situação que levou o Governo de Macau a avançar, a partir de hoje, com a quarentena quase total a todos aqueles que entrem no território, de forma a conter casos importados, após mais de um mês sem detetar infeções pelo novo coronavírus.

Agora, quem chegue ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong, “será sujeito a uma observação médica de 14 dias”, afirmou a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Ao Ieong U, em conferência de imprensa.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou cerca de 170 mil pessoas, das quais 6.850 morreram.

Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 140 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Depois da China, que regista a maioria dos casos, a Europa tornou-se no centro da pandemia, com quase 60 mil infetados e pelo menos 2.684 mortos.

A Itália com 2.158 mortos (em 27.980 casos), a Espanha com 309 mortos (9.191 casos) e a França com 127 mortos (5.423 casos) são os países mais afetados na Europa.

Face ao avanço da pandemia, vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

/ CE