Pelo menos 13 pessoas morreram, incluindo 11 alegados criminosos, em confrontos entre civis armados e agentes do exército mexicano na cidade de Nuevo Laredo, fronteira com os Estados Unidos, informou a Secretaria de Defesa Nacional (Sedena).

Os confrontos ocorrem desde segunda-feira, após a captura de Martín Rodríguez Barbosa, conhecido como El Cadete, chefe do Cartel del Noreste (CDN).

De acordo com as autoridades, os criminosos vestiam uniformes clonados da Marinha e usaram várias metralhadoras Barret calibre 50 para atacar os militares.

A Secretaria da Defesa Nacional do México informou ainda que, na noite de segunda-feira, "militares realizavam uma operação de reconhecimento à rodovia do aeroporto quando foram atacados com balas por um grupo que viajava em cerca de 20 veículos blindados".

Perante esta ação, “os militares responderam e iniciaram uma perseguição que culminou no bairro La Sandía”, segundo nota da Sedena.

A perseguição fez com que os criminosos sofressem um acidente com os veículos ao atacar os militares, morrendo cinco deles, acrescentou a nota.

Segundo a Sedena, outros dois envolvidos refugiaram-se em casas próximas com a intenção de fugir. Os agentes pediram que saíssem das casas, mas os dois homens responderam disparando contra o exército, num ataque que provocou mortos.

Testemunhas que colocaram um vídeo nas redes sociais de Nuevo Laredo afirmaram que os dois jovens, que usavam uniformes da Marinha, já se tinham rendido, mas, apesar disso, os militares continuaram a disparar.

Depois de repelirem a agressão, os militares conseguiram neutralizar com sucesso seis civis armados (...). Um elemento desta instituição foi ferido por uma bala”, explica a nota.

Após os confrontos, os militares capturaram três dos elementos supostamente implicados no evento, "que também usavam uniformes falsos da Marinha".

Também apreenderam dois camiões com 16 armas, entre elas três submetralhadoras Barret calibre 50, e vários cartuchos, acrescenta o comunicado.

Sobre a prisão de Rodríguez Barbosa, também líder do "Tropa del Infierno", braço armado do CDN, o porta-voz da segurança do estado de Tamaulipas disse à agência Efe que mais informações sobre a captura serão fornecidas pelo Governo federal.

/ AG