Um médico-legista da Malásia afastou hoje a hipótese de crime na morte de uma adolescente franco-irlandesa, cujo corpo foi encontrado na selva, em agosto de 2019.

Após ter examinado todas as provas pertinentes, concluí que ninguém esteve implicado na morte de Nora Anne [Quoirin]", que desapareceu do quarto do hotel onde passava férias com os pais, disse o médico-legista Maimoonah Aid, afirmando ser "mais provável" tratar-se de um "acidente trágico".

Para o médico-legista, a jovem terá deixado o quarto "sozinha", tendo-se "perdido na plantação de palmeiras" em torno do hotel.

Nora Quoirin, de 15 anos, foi encontrada morta em 13 de agosto de 2019, a cerca de 2,5 quilómetros do hotel de onde tinha desaparecido dez dias antes, no estado de Negeri Sembilan, cerca de 70 quilómetros a sul da capital da Malásia, Kuala Lumpur.

A adolescente, que sofria de uma ligeira deficiência mental, desapareceu na madrugada de 04 de agosto de 2019 do hotel The Dusun, onde tinha acabado de chegar com a família, residente em Londres, para duas semanas de férias.

As buscas para a encontrar prolongaram-se por dez dias e envolveram cerca de 350 polícias, bombeiros, mergulhadores e voluntários, apoiados por helicópteros.

O corpo foi descoberto, despido, por voluntários, numa zona onde já tinham sido feitas buscas, tendo a polícia então afirmado que não havia indícios de que tivesse sido violada.

Segundo os resultados da autópsia, a adolescente morreu na sequência de uma hemorragia interna, provocada por falta de alimentos.

A polícia defendeu então que a jovem teria saído do quarto do 'bungalow' onde se encontrava, pela janela, tendo-se perdido na selva, afirmando que não havia qualquer indício de crime.

No entanto, os pais da adolescente contaram que ouviram ruídos suspeitos na noite do desaparecimento e pediram a abertura de um inquérito.

/ BC