Albert Uderzo, um dos criadores da banda desenhada de Astérix e Obélix, morreu aos 92 anos em Neuilly, em França. A notícia da morte foi dada pela família à AFP. 

Uderzo, que criou com René Goscinny a célebre personagem de Astérix, morreu durante o sono de uma “crise cardíaca sem ligação a Covid-19. Estava muito cansado há várias semanas”, explicou o genro de Uderzo, Bermard de Choisy, à AFP.

Em 2011, aos 84 anos, Uderzo tinha anunciado que iria deixar de desenhar Astérix, passando o testemunho a um sucessor. Disse então que, depois de 52 anos a desenhar, estava cansado e queria que fosse um criador mais jovem a assumir a criação. 

Foi precisamente em 2011 que "As Aventuras de Astérix" passaram a fazer parte do Livro dos Recordes do Guinness por serem a banda desenhada mais traduzida em todo o mundo.

Nascido em 25 de abril de 1927, Uderzo assinou as primeiras aventuras de Astérix, o Gaulês, com René Goscinny, em 1959.

O irredutível guerreiro gaulês apareceu pela primeira vez em Portugal, nas páginas da revista Foguetão, no dia 4 de maio de 1961.

Em 1967, foi editado o primeiro álbum de Astérix em Portugal: "Astérix, o Gaulês".

Em 2011, o cocriador de Astérix e Obélix, que assumira sozinho a continuação das aventuras, após a morte de Goscinny em 1977, passou o testemunho aos desenhadores Frédéric e Thierry Mébarki e ao guionista Jean-Yves Ferri.

Estou um pouco cansado, os anos passaram e pesam", disse então. "Decidi deixar isto a autores mais jovens, que têm talento suficiente para que as personagens sobrevivam", afirmou Uderzo, então.

As histórias sobre a pequena aldeia gaulesa rebelde, que resiste à Roma do imperador Júlio César, vendeu perto de 400 milhões de exemplares em todo o mundo e deu origem a mais de uma dezena de filmes, entre personagens reais e animadas.

As histórias de Astérix e Obélix estão traduzidas em mais de 107 línguas e dialetos, incluindo a língua mirandesa.

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