Olli Rehn, governador do banco central da Finlândia, desistiu da corrida ao cargo de diretor-geral do Fundo Monetário Internacional. A desistência do finlandês deixa apenas Kristalina Georgieva e Jeroen Dijsselbloem como candidatos ao cargo máximo do FMI.

A União Europeia está prestes a votar no candidato da Europa para diretor-geral do FMI. É um desafio excecionalmente significativo e motivante. No entanto, retira o meu nome de consideração nesta altura, para que consigamos um consenso alargado sobre o candidato europeu, e apoio a nível mundial", referiu Oli Rehn no Twitter pessoal.

 

Até ao momento, e segundo as agências internacionais, como a Bloomberg, a búlgara Kristalina Georgieva, atual diretora-executiva do Banco Mundial, parece a favorita ao cargo, uma vez que deverá reunir o apoio de França, país que está a liderar as votações. Do outro lado está o ministro das Finanças da Holanda, Jeroen Dijsselbloem.

Uma segunda ronda de votação está, neste momento, a ter lugar entre os dois candidatos restantes: Jeroen Dijsselbloem e Kristalina Georgieva”, revelou fonte do Ministério das Finanças francês à agência Lusa.

Para conseguir uma eleição, o candidato deverá reunir pelo menos 16 estados-membro da União Europeia que representem pelo menos 65% da população.

Antes desta segunda votação, os ministros das Finanças de Portugal e Espanha, Mário Centeno e Nadia Calviño, já tinham desistido da eleição. A desistência do português foi anunciada pelo próprio, nesta quinta-feira. Em causa estaria a dificuldade de chegar a um consenso sobre o nome que iria liderar o FMI.

 

Ao encontrar um candidato para dirigir o FMI, como em outras decisões da União Europeia [UE], devemos lutar por uma posição comum. Quero ajudar a encontrar esse consenso e, por isso, não participarei nesta etapa do processo (votação de amanhã)", escreveu Mário Centeno na sua página do Twitter.

A falta de consenso que motivou o afastamento de Mário Centeno manteve-se esta sexta-feira, retirando Nadia Calviño da corrida. O governo espanhol confirmou que a desistência da ministra das Finanças de Espanha se deveu à dificuldade de chegar a uma posição comum: "Espanha estará sempre disposta a promover o consenso entre os países da União Europeia para eleger uma candidatura comum à direção do Fundo Monetário Internacional".

O governo de Pedro Sánchez continuará a trabalhar para impulsionar a gestão dos organismos internacionais e considera uma honra que qualquer um dos seus governantes possa ser considerado, agora e no futuro, como uma garantia ao mais alto nível para o seu funcionamento", refere a mesma nota do governo de Espanha.