Teve origem na cidade de Wuhan, no centro da China, e já é uma das epidemias mais graves do século XXI. O novo coronavírus, que as autoridades classificaram como 2019-nCov, já matou 258 pessoas e infetou mais de 11 mil.

Ao todo, 24 países já têm casos confirmados, e planos de contingência foram ativados por todo o mundo.

Os países onde o coronavírus já chegou

Para já só existem mortes registadas na China, mas o coronavírus está noutros 24 países.

País Casos Mortes
China 9.629 258
Alemanha 4 0
Espanha 1 0
Austrália 9 0
Camboja 1 0
Canadá 3 0
Coreia do Sul 7 0
Estados Unidos da América 6 0
Emirados Árabes Unidos 4 0
Filipinas 1 0
Finlândia 1 0
França 6 0
Índia 1 0
Itália 2 0
Japão 14 0
Malásia 7 0
Nepal 1 0
Reino Unido 2 0
Rússia 2 0
Singapura 13 0
Sri Lanka 1 0
Suécia 1 0
Taiwan 9 0
Tailândia 14 0
Vietname 5 0

A maioria dos casos são de cidadãos que viajaram de Wuhan, mas existem quatro casos em que a transmissão foi feita a pacientes que não estiveram na cidade chinesa.

Veja aqui um mapa com a cronologia do avanço do coronavírus.

O que está a ser feito para travar a epidemia

Um pouco por todo o mundo, com casos confirmados ou não, vários países adotam medidas de contingência para tentar limitar a propagação do 2019mCov. Em Portugal, a Direção-Geral de Saúde ativou os dispositivos de saúde pública de prevenção.

Tal como os Estados Unidos, o Reino Unido, França ou Espanha, Portugal também anunciou o repatriamento dos seus cidadãos a viverem na zona chinesa mais afetada. No total, a secretaria de Estado das Comunidades tem o registo de 20 portugueses perto de Wuhan, dos quais 17 devem chegar a Portugal este sábado. Os cidadãos nacionais vêm num avião fretado por França, que trás pelo menos 133 europeus.

À chegada aos seus países de origem, estes cidadãos repatriados passam por uma área de quarentena, onde são rastreados e seguidos de perto, para evitar a multiplicação dos casos.

Numa era global, o número de ligações aéreas entre várias cidades torna especialmente difícil a contenção do vírus. Para fazer face a isso, muitas companhias aéreas cortaram todas as ligações com a cidade chinesa de Wuhan. Foi o caso da British Airways, da Lufthansa ou da United Airlines.

Um dos casos mais caricatos aconteceu em Itália. A 30 de janeiro, em Itália, cerca de seis mil passageiros ficaram retidos num cruzeiro, por suspeitas de dois casos de coronavírus. Os testes acabaram por resultar negativos, e mais de mil pessoas foram autorizadas a desembarcar no porto de Lazio, em Roma.

Em Portugal, a Direção-Geral de Saúde anunciou esta sexta-feira que vão ser disponibilizadas instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.

O Hospital Pulido Valente, em Lisboa, e o Hospital Militar, no Porto, serão as unidades com instalações para estes portugueses que regressam da zona de Wuhan.

Como surgiu o vírus

Tudo começou ainda em 2019, no mercado de marisco da cidade de Wuhan. Um estudo genético divulgado mais tarde confirmou que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.

Daí, a epidemia alastrou-se a milhares de pessoas, até se tornar numa emergência global, que já foi decretada pela Organização Mundial de Saúde.

Quais são os grupos de risco

Segundo a OMS, todas as pessoas estão suscetíveis de serem infetadas com o novo coronavírus, mas existem alguns casos mais preocupantes. Como é normal em doenças respiratórias, pessoas mais velhas, crianças ou com condições médicas pré-existentes estão mais vulneráveis à força do vírus.

A OMS avisa todas as pessoas de todas as idades para tomarem medidas para se protegerem do vírus, como por um exemplo uma boa higiene corporal e respiratória", pode ler-se no site da organização.

Até ao momento não existe um antibiótico diretamente alocado ao tratamento da doença, mas autoridades de saúde já estão a tentar desenvolver uma vacina, que deverá demorar até estar disponível.

António Guimarães