A Organização Mundial da Saúde (OMS) “não recomenda” a retirada de estrangeiros que se encontram em Wuhan, epicentro da epidemia de coronavirus, refere um comunicado da diplomacia de Pequim.

Notamos que certos países pretendem organizar a retirada (de cidadãos). A OMS não recomenda esse procedimento”, indica o comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China, que cita diretamente o diretor geral da organização.

 

Na situação atual é precisa calma, não é necessário reagir de forma excessiva” terá dito Tedros Adhanom Gebreyesus, diretor-geral da OMS, citado no mesmo documento de Pequim.

A OMS em Genebra questionada pela agência France-Presse (AFP) afirma que “espera clarificações” sobre as declarações atribuídas a Gebreyesus que também foram publicadas na imprensa estatal da República Popular da China.

Tedros Adhanom Gebreyesus esteve em contacto com Wang Yi, chefe da diplomacia de Pequim.

Wuhan, a metrópole situada no centro da República Popular da China onde irrompeu em dezembro o novo coronavirus, fica na província de Hubei, sendo que as autoridades isolaram a população na esperança de limitar a epidemia da pneumonia viral.

Em Wuhan vivem 56 milhões de pessoas, entre as quais milhares de estrangeiros estando muitos dos países a organizar a retirada dos respetivos cidadãos.

O avião que deve transportar os funcionários do consulado dos Estados Unidos em Wuhan deve partir quarta-feira com destino à Califórnia.

O Japão prevê retirar 200 pessoas e a França pretende fazer o primeiro repatriamento já nanquarta-feira.

Após um encontro com os ministros da Saúde e dos Negócios Estrangeiros da China, Tedros Adhanom Gebreuesus, deve reunir-se também com o Presidente Xi Jinping, disse à AFP uma fonte da OMS.

As reuniões em Pequim ocorrem depois do último balanço oficial indicar que morreram 106 pessoas na China, vítimas do coronavírus.

De acordo com os mesmos dados mais de 4.500 pessoas estão contaminadas no país.

“Nós temos os meios e os recursos para vencer rapidamente a batalha contra a epidemia”, disse Wang Yi, em comunicado, reforçando “a vontade da China em continuar a colaboração de forma franca e transparente com a OMS”.