Jair Bolsonaro foi o primeiro líder de um país a intervir na 76ª Assembleia-Geral das Nações Unidas, que começou esta terça-feira, em Nova Iorque, nos Estados Unidos, e quis mostrar o que chamou de “novo Brasil”, desde que chegou ao Governo. Jair Bolsonaro, é o único líder presente em Nova Iorque que não vacinado, e no final do discurso, abordou o tema da pandemia.

Começou por dizer "a pandemia apanhou a todos de surpresa em 2020", que lamentava “todas as mortes ocorridas no Brasil e no mundo” e que o Brasil sempre “combateu o vírus e o desemprego ao mesmo tempo e com a mesma responsabilidade”. Mas, em seguida, referiu que as medidas de "isolamento e lock down deixaram um legado de inflação em especial nos géneros alimentícios no mundo todo".

Bolsonaro, defendeu depois que o Brasil  sempre “apoiou a vacinação”, mas disse ser "contra o passaporte sanitário” - o documento entregue a quem é vacinado. Depois acrescentou que “o médico deve ter essa autonomia” e que é na “relação entre médico e paciente que deve ser decidido o melhor tratamento precoce”, referindo-se a ele próprio como exemplo: "Eu mesmo fui um, desses que fez tratamento inicial".

Foi mais longe e admitiu: "Não percebemos porque muitos países, juntamente com grande parte da midia se colocaram contra o tratamento inicial. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos".

Quanto ao processo de vacinação no país, Jair Bolsonaro, avançou que "140 milhões já recebeu, pelo menos, a primeira dose da vacina", o que "representa quase 80% da população adulta" e que 80% da população indígena estava vacinada. E garantiu que "até novembro todos os que escolheram ser vacinados serão atendidos".

Em relação aos outros temas abordados na Assembleia-Geral das Nações Unidas, como, por exemplo, o clima, Bolsonaro garantiu que "nenhum país tem uma legislação ambiental tão completa" como o Brasil e que devia ser visto como exemplo.

Sobre a situação vivida no Afeganistão "mostrou apreensão" e mostrou estar disponível para conceder vistos para "cristãos, mulheres, crianças e juízes". Sem, no entanto, deixar de referir que o Brasil sempre acolheu refugiados: "Em nossa fronteira com a vizinha Venezuela" o país "já recebeu 400 mil venezuelanos", devido à "ditadura bolivariana".

Apesar de estar fora do país, Bolsonaro não esqueceu a situação interna do país, falou de um país que esteve "à beira do socialismo" e que "recuperou a credibilidade no mundo", sem ter havido registo de nenhuma caso de corrupção, desde que tinha assumido a liderança do Brasil.

Patrícia Pires