O primeiro-ministro do Reino Unido afirmou esta quarta-feira que o planeta se aproxima de "um ponto de viragem para a Humanidade", quando faltam menos de 40 dias para a Cop26, a cimeira do clima que se vai realizar em Glasgow.

Em discurso na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Boris Johnson alertou para a necessidade de uma luta mais efetiva contra as alterações climáticas, elevando a importância do encontro na cidade escocesa, dizendo mesmo que é tempo para a Humanidade "crescer".

É tempo de ouvirmos os avisos dos cientistas - olhem para a covid-19, se querem um exemplo de que eles estão certos -  e de perceber quem somos e o que estamos a fazer", disse.

Na mesma linha daquilo que tinha sido dito por António Guterres, Joe Biden ou Marcelo Rebelo de Sousa no dia anterior, o chefe do governo britânico avisou que o planeta "não é um brinquedo indestrutível", comparando depois a Humanidade a um adolescente de 16 anos: "Velha o suficiente para se meter em problemas".

Chegámos àquela idade em que ainda mal sabemos conduzir e em que sabemos como destrancar o bar e fazemos todo o tipo de atividades que, não só são potencialmente embaraçosas, como podem ser fatais", acrescentou.

Boris Johnson lembrou que ninguém chegará para "limpar a porcaria que fazemos", até porque esse é o pensamento que tem corrido ao longo dos anos. Dirigindo-se diretamente à audiência, afirmou que a adolescência da Humanidade está a chegar ao fim.

Para isso, o primeiro-ministro britânico apela ao poder de mudança, algo em que acredita que o mundo é forte, atirando em concreto para a Cop26: "Nos próximos 40 dias devemos escolher quão fantásticos vamos ser".

A poucas semanas do encontro, pediu aos líderes mundiais que façam esforços para o combate às alterações climáticas, nomeadamente no financiamento da luta, com o objetivo de alcançar os 100 mil milhões dólares (perto de 85 mil milhões de euros) acordados há uma década.

A Cop26 será uma cimeira decisiva na luta contra as alterações climáticas, e a comunidade internacional vê como essencial que as maiores figuras marquem presença. Joe Biden já confirmou que vai representar os Estados Unidos em pessoa, enquanto do lado da China ainda não é claro se será o presidente Xi Jinping a atender ao encontro.

António Guimarães