A sonda da NASA Osiris-Rex recolheu tantas amostras do asteroide Bennu que as está a dispersar pelo espaço, anunciaram os cientistas, três dias depois da nave aterrar no asteroide.

De acordo com os cientistas, citados pelo The Guardian, o recipiente da amostra na extremidade do braço da sonda penetrou tão profundamente no asteroide e com tanta força, que as rochas ficaram presas à volta da tampa.

O líder da missão, o cientista Dante Lauretta, já tinha referido, na quinta-feira, que a missão tinha "recolhido mais material do que era suposto" para regressar à Terra. 

A equipa planeia agora colocar o recipiente da amostra na cápsula, já na próxima terça-feira: muito mais cedo do que o planeado inicialmente para a viagem de regresso à Terra, para minimizar a perda.

Nas imagens, pode ver-se uma nuvem de partículas do asteroide a girar em torno da nave espacial, à medida que esta se afasta de Bennu. Dante Loretta destaca que a situação "parece ter estabilizado", assim que o braço da sonda foi imobilizado.

A sonda OSIRIS-REx entrou esta quarta-feira em contacto, ainda que por breves momentos, com o asteroide Bennu. As imagens obtidas pela missão da NASA mostram o histórico momento em que a sonda entrou em contacto com o asteroide, que está a 320 milhões de quilómetros da Terra.

A sonda chegou perto do Bennu em 3 de dezembro de 2018. Na altura, o aparelho chegou perto do asteroide passados poucos minutos das 17:00 em Lisboa, depois de uma 'viagem' pelo espaço de mais de dois anos, na qual se foi aproximando lentamente do corpo rochoso.

Trata-se da primeira missão da NASA que visa estudar e recolher uma amostra de um asteroide, neste caso um dos mais próximos da Terra e o corpo celeste mais pequeno alguma vez orbitado de tão perto por uma sonda.

Descoberto em 1999, Bennu é conhecido por ser rico em carbono, um composto básico da vida tal como se conhece.

Rafaela Laja