Um bebé morreu no hospital depois de receber gás hilariante em vez de oxigénio. O caso ocorreu em Sydney, na Austrália, há cinco anos, mas o inquérito à morte do recém-nascido arrancou apenas nesta segunda-feira.

Devido a complicações respiratórias, depois de ter nascido de cesariana devido a uma sépsis neonatal (infeção bacteriana), John Ghanem foi colocado numa unidade de reanimação, onde recebeu óxido nitroso, um gás anestésico conhecido como gás hilariante, que estava instalado num equipamento que dizia oxigénio.

O menino morreu ao fim de uma hora e os médicos ficaram chocados com a reação da criança, uma vez que não era uma situação em que corresse perigo de vida e na qual a resposta deveria ter funcionado.

A morte, todavia, não foi considerada suspeita e o inquérito só foi aberto depois de a equipa médica comparar o caso com uma ocorrência na Índia.

Ainda assim, no dia seguinte à morte de John, a diretora de Obstetrícia do hospital Bankstown-Lidcombe fez um "pedido com prioridade alta" para que o painel de gás na sala de cirurgia fosse testado, o que foi feito apenas durante seis dias, de acordo com um documento divulgado no Sydney Morning Herald.

Durante o inquérito judicial que agora decorre, e que se deverá prolongar por duas semanas, a conselheira Donna Ward disse que foi "uma sorte que nenhum outro bebé tenha necessitado de receber oxigénio" do painel de gás durante aquele período.

O responsável pela instalação do painel em 2015 já se tinha declarado culpado de uma acusação de saúde e segurança, no ano passado, e foi condenado ao pagamento de cerca de 120.000 euros.

Redação / CM