Um palestiniano foi morto esta terça-feira na Cisjordânia ocupada pelas forças de segurança israelitas, informaram fontes de Israel e Palestina, horas antes de o secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, visitar Ramallah.

Um palestiniano foi morto hoje ao amanhecer no campo de refugiados de Al-Amari, perto de Ramallah, durante uma operação das forças de segurança israelitas, que procuravam um outro homem, disse à agência de notícias AFP uma fonte das forças de segurança palestinianas.

Não ficou claro ainda se o homem procurado foi detido pelas forças de segurança de Israel.

Durante "uma tentativa de prisão" de "militantes terroristas em Ramallah", uma pessoa foi morta por uma unidade especial da polícia de fronteira israelita, disse um oficial das forças de segurança israelitas à AFP.

O homem morto foi identificado como Ahmed Jamil Fahd, do campo de Al-Amari, segundo o hospital de Ramallah, para o qual havia sido levado.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, deve encontrar-se com o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, na tarde de hoje em Ramallah, após se encontrar hoje pela manhã com o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, em Jerusalém.

Esta primeira etapa de uma visita ao Médio Oriente ocorre poucos dias depois de uma trégua frágil entre o Estado judeu e o grupo palestiniano Hamas, após 11 dias de confrontos entre Israel e palestinianos.

A violência atingiu o território israelita e a Cisjordânia ocupada, onde mais de 25 palestinianos foram mortos em confrontos diretos com o exército israelita desde 10 de maio, quando as hostilidades entre o Hamas e Israel começaram.

Desde 10 de maio, os ataques de foguetes do Hamas a Israel e os bombardeamentos de Israel à Faixa de Gaza provocaram cerca de 250 mortos, na sua maioria de palestinianos.

A Cisjordânia, onde a tensão continua alta, é um território palestiniano ocupado desde 1967 pelo exército israelita.

Os combates começaram em 10 de maio, após semanas de tensões entre israelitas e palestinianos em Jerusalém Oriental, que culminaram com confrontos na Esplanada das Mesquitas, o terceiro lugar sagrado do islão junto ao local mais sagrado do judaísmo.

O conflito israelo-palestiniano remonta à fundação do Estado de Israel, cuja independência foi proclamada em 14 de maio de 1948.

/ RL