Pelo menos 24 passageiros do voo da Air Arabia, proveniente de Casablanca, Marrocos, e com destino a Istambul, na Turquia, aproveitaram uma aterragem de emergência no aeroporto de Palma de Maiorca, em Espanha, para fugir da aeronave e correr pelas longas pistas do aeroporto. A bordo do avião seguiam cerca de 150 pessoas.

O momento insólito ocorreu esta sexta-feira quando o avião foi desviado, cerca das 19:00 locais, devido a uma queixa que dava conta que um passageiro se estava a sentir mal. Após ser analisada a situação clínica do passageio e confirmado que o mesmo sofria de um problema de saúde considerado grave, foi acionado o procedimento de emergência de modo a que o avião aterrasse, segundo avança o jornal espanhol El País.

Dos passageiros suspeitos, 12 foram detidos, incluindo o passageiro que se terá sentido mal, encontrando-se 12 em parte incerta.

Cerca das 19:00, o doente e a pessoa que estava com ele foram retirados do avião para que este fosse transportado ao hospital. Às 20:15, o piloto do voo avisou que um grupo de pessoas tinha fugido da aeronave a correr, invadido a área da pista. Nesse momento, devido ao perigo iminente, a atividade do aeroporto foi suspensa, situação que se manteve durante três horas, afetando cerca de 50 voos.

As 24 pessoas percorreram mais de 400 metros até conseguirem abandonar a área do aeroporto. Nesse momento, a Guardia Civil deslocou-se à aeronave, altura em que um dos passageiros agridiu um dos agentes. A maioria dos passageiros tem nacionalidade marroquina e não voaram para Istambul quando a aeronave retomou a rota.

As autoridades estão agora a investigar o que terá acontecido e se os passageiros aproveitaram a situação para ficar em solo espanhol.

Para já, não temos dados que nos permitam afirmar que se trata de uma operação orquestrada”, afirmou a delegada do governo, Aina Calvo.

A delegada explicou que as declarações dos detidos foram contraditórias, sendo que uns relatam ter saído da aeronave por medo.

Calvo reforçou que o relatório médico do paciente "mostra evidências de que a pessoa não se estava a sentir bem", embora não possa descartar que o homem tenha causado a crise diabética pela qual foi tratado para forçar o avião a aterrar de emergência.