Itália registou hoje 10.172 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, ultrapassando os 10 mil casos pela primeira vez desde maio passado, de acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Saúde.

Com o novo número de infeções, que não se contabilizava desde os 10.176 registados em 08 de maio e confirmados com meio milhão de testes, ascende a 4.883,242 pessoas que contraíram a Sars-CoV-2 em Itália, desde o início da pandemia, em fevereiro de 2020.

Registaram-se 72 mortes nas últimas 24 horas, ante 74 no balanço anterior, aumento que coloca o saldo provisório em 132.965 mortes na Itália durante a crise.

No momento, os hospitais estão longe de dar sinais de saturação, embora os números estejam a aumentar, há agora 4.060 internados, mais 90 que terça-feira, enquanto 486 estão nos cuidados intensivos, mais seis.

Neste momento, em Itália, não existe praticamente nenhuma limitação, apenas o uso de máscara em espaços fechados e a obrigação de mostrar o certificado digital em locais de diversão ou no trabalho, que atestem a vacinação, o teste negativo ou a recuperação da doença.

Esta quarta-feira, a Bélgica estendeu o uso obrigatório de máscaras a partir dos 10 anos e o teletrabalho obrigatório numa tentativa de controlar um novo surto de casos de covid-19 no país.

"Os sinais de alarme estão a piscar no vermelho", disse o primeiro-ministro Alexander De Croo, acrescentando que o uso obrigatório do mascaras em locais lotados inclui agora as crianças a partir dos 10 anos, quando era os 12, e o teletrabalho, quando possível, obrigatório quatro dias por semana até 12 de dezembro.

As medidas refletem ações semelhantes tomadas em vários países europeus, onde o vírus se alastrou novamente na semana passada. A Organização Mundial da Saúde afirma que a Europa é a única região do mundo onde as mortes por covid-19 estão a aumentar.

/ BCE