A cidade de Nova Iorque recordou do domingo as mais de 30.000 pessoas mortas pela pandemia no dia que marca um ano desde a primeira morte registada na cidade pelo coronavírus.

A escala da tragédia na cidade, que durante a primavera de 2020 foi o epicentro global da pandemia, com uma série de mortes e hospitalizações não registadas em nenhuma outra cidade do mundo na altura, é mais de dez vezes superior às mortes causadas pelos ataques de 11 de setembro de 2001.

No domingo, numa cerimónia emocionante, em frente à Ponte de Brooklyn, foram projetadas imagens de alguns dos que sucumbiram à doença, que devastaram bairros como Queens, Brooklyn e o Bronx.

A cerimónia, que contou com a presença de líderes religiosos cristãos, judeus e muçulmanos.

O presidente da câmara da cidade, Bill de Blasio, assegurou que a pandemia "tocou todos os nova-iorquinos de uma forma ou de outra" e citou, em espanhol, o Nobel da Literatura Gabriel García Márquez para recordar as vítimas: "Ninguém pode tirar-lhe as danças que já teve”.

O progresso na campanha de vacinação de Nova Iorque está a mostrar a luz ao fundo do túnel para "a cidade que nunca dorme", que começou a levantar restrições a empresas, restaurantes, eventos desportivos e reabriu escolas.

Quase dois milhões de pessoas em Nova Iorque já receberam pelo menos uma dose da vacina, embora os bairros mais afetados pela pandemia, os de baixo rendimento, as maiorias latinas e negras, como o Bronx, continuem a ficar para trás no progresso da imunização.

/ CE