A Austrália ultrapassou hoje as 1.000 infeções diárias pelo novo coronavírus pela primeira vez desde o início da pandemia, vivendo atualmente a mais forte vaga da doença no país, devido à variante delta.

As autoridades de saúde anunciaram esta quinta-feira 1.130 novas infeções, das quais a grande maioria (1.029) foi detetada no Estado de Nova Gales do Sul, epicentro da pandemia no país.

A responsável pelo governo de Nova Gales do Sul, Gladys Berejiklian, disse hoje que a partir de 13 de setembro serão levantadas algumas restrições, nomeadamente nas habitações onde todas as pessoas estejam vacinadas.

Berejiklian explicou que estas pessoas poderão praticar atividades ao ar livre, além do horário desportivo que é válido para todos.

Segundo a chefe de governo, esta medida tenta equilibrar a segurança sanitária com o bem-estar psicológico das famílias após um confinamento que dura desde 26 de junho em Sydney e arredores.

Sabemos que o que as famílias mais sentem é a falta de encontros”, disse a responsável na conferência de imprensa diária sobre a pandemia.

Ao mesmo tempo, mostrou-se otimista com o índice de vacinações, que ultrapassou 6,2 milhões de imunizações no Estado.

Os governos estaduais e central esperam conseguir atingir entre 70 e 80% da vacinação da sua população para flexibilizar as restrições e os confinamentos para conseguir abrir as fronteiras internacionais, encerradas desde março de 2020.

Até agora, mais de 6,6 milhões de australianos, ou 32,3% dos maiores de 16 anos no país, receberam as duas doses da vacina.

Depois de encerrar as suas fronteiras e implementar confinamentos antecipados, a Austrália manteve a covid-19 sob controlo, mas a variante delta - detetada pela primeira vez na Índia - está a ser mais difícil de controlar e fez aumentar as infeções acumuladas no país para mais de 46.000, incluindo 986 mortes.

As autoridades já disseram que terão de abandonar a sua estratégia de eliminação total do SARS-CoV-2 e aprender a conviver com o vírus.

A covid-19 provocou pelo menos 4.451.888 mortes em todo o mundo, entre mais de 213,1 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

/ JGR