O Brasil somou 79.726 infeções pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, ultrapassando 14,5 milhões de casos (14.521.289) desde o início da pandemia, informou hoje o Ministério da Saúde brasileiro.

Em relação ao número de mortes, o país sul-americano contabilizou 3.163 óbitos entre terça-feira e hoje, elevando o total para 398.185 vítimas mortais.

Os números integram o último boletim epidemiológico do Governo brasileiro, que dá conta de uma taxa de incidência da doença no país de 189 mortes e 6.910 casos por 100 mil habitantes.

O Brasil, que ao longo de todo o mês de março e cerca de metade abril foi o país que mais mortes diárias registou em todo o mundo devido à covid-19, foi ultrapasso pela Índia nesse parâmetro, assistindo agora a uma ligeira melhoria na sua situação epidemiológica.

Contudo, continua a ocupar a segunda posição mundial na lista de país com mais mortes, depois dos Estados Unidos da América, e a terceira em relação ao número de infeções, logo após a nação norte-americana e a Índia.

Das 27 unidades federativas que compõem o Brasil, São Paulo (2.873.238), Minas Gerais (1.342.892), Rio Grande do Sul (962.667) e Paraná (938.546) são as que concentram maior número de diagnósticos do novo coronavírus.

Por outro lado, os Estados com mais óbitos são São Paulo (94.656), Rio de Janeiro (43.618), Minas Gerais (32.985) e Rio Grande do Sul (24.605).

Num momento em que a campanha de imunização contra a covid-19 avança lentamente no Brasil, dezenas de cidades de pelo menos 18 unidades federativas suspenderam esta semana a aplicação da segunda dose da vacina Coronavac, por falta de imunizante, noticiou hoje o portal de notícias G1.

A vacina Coronavac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac mas produzida no Brasil pelo Instituo Butantan, é a principal vacina utilizada no Brasil, correspondendo a 76% dos imunizantes contra a covid-19 aplicados na população brasileira, e a totalidade do seu antídoto tem de ser aplicada num intervalo de até 28 dias, segundo dados do próprio Ministério da Saúde.

Não [houve atraso] por responsabilidade do Instituto Butantan, mas em função dos trâmites. Alguns pacientes fizeram a [aplicação da] primeira dose e, quando chegou o tempo, a segunda dose não estava disponível. Assim que ela chegar, podem fazer. Esperamos que, na semana que vem, sejam distribuídas doses para que haja regularização nacional dessa segunda dose", afirmou o ministro da Saúde brasileiro, Marcelo Queiroga.

Além da Coronavac, o Brasil também produz o imunizante da empresa anglo-sueca AstraZeneca e da Universidade de Oxford, mas na Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz), órgão vinculado ao Governo Federal.

Já o Instituto Butantan, vinculado ao executivo estadual de São Paulo, iniciou hoje a produção da Butanvac, a primeira vacina contra a covid-19 desenvolvida no país sul-americano e que tem ainda de passar por testes em humanos.

/ MJC