O Brasil ultrapassou esta terça-feira a barreira das 395 mil mortes (395.022) e 14,4 milhões de casos de covid-19 (14.441.563), após ter somado 3.086 óbitos e 72.140 infeções nas últimas 24 horas.

Os dados foram divulgados hoje pelo Ministério da Saúde brasileiro, no seu último boletim epidemiológico, e mostram uma consolidação dos números da pandemia no país após um fim de semana com queda nos óbitos e diagnósticos de covid-19 devido à falta de recursos humanos para testar e recolher informações.

O Brasil, com 212 milhões de habitantes e que é um dos países mais afetados pela pandemia em todo o mundo, tem agora uma taxa de incidência da doença de 188 mortes e 6.872 casos por 100 mil habitantes.

São Paulo, o estado mais rico e populoso do país, continua a ser o foco da pandemia do Brasil, totalizando 2.856.225 casos do novo coronavírus e 93.842 vítimas mortais.

Desde que a covid-19 chegou oficialmente ao país, em fevereiro do ano passado, registou-se a recuperação de 12,9 milhões de casos em solo brasileiro, enquanto que 1.054.099 pacientes estão sob acompanhamento médico.

No momento em que a vacinação contra a covid-19 continua a avançar num ritmo lento no país, a tutela da Saúde brasileira emitiu uma nota técnica orientando que todas as grávidas e mulheres no período pós-parto sejam colocadas no grupo prioritário para receber o imunizante.

O Governo Federal frisou, porém, que primeiro devem ser vacinadas as grávidas com doenças pré-existentes.

A decisão de incluir estas mulheres no grupo prioritário baseou-se no entendimento de que grávidas e puérperas têm maior risco de hospitalização devido à covid-19.

Até segunda-feira, 13,96% da população brasileira já havia recebido a primeira dose de um dos imunizantes contra a covid-19 usados no país e 6,20% a segunda dose, segundo dados levantados por um consórcio formado pela imprensa local.

Apesar de o Brasil enfrentar problemas na aquisição de vacinas, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) brasileira negou a importação do imunizante russo contra a covid-19 Sputnik V, apoiando a decisão na falta de dados e falhas de segurança.

A decisão foi hoje contestada pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), que argumentou que os comentários do órgão regulador brasileiro sobre a Sputnik V estavam "incorretos" e que a decisão teria "motivação política"

A decisão da Anvisa de adiar a aprovação da Sputnik V é, infelizmente, de natureza política e nada tem a ver com o acesso do órgão regulador à informação ou à ciência. Em nossa opinião, essa decisão é consequência direta da pressão dos Estados Unidos”, defenderam os criadores do antídoto, em comunicado.

Um dos problemas mais graves apontados pelo órgão regulador do Brasil foi a identificação em lotes da vacina de adenovírus, que podem replicar-se nas células humanas.

O adenovírus é usado como um vetor que leva o material genético do coronavírus ao indivíduo vacinado, mas deve estar inativo, sem capacidade de se replicar e causar a doença.

/ MJC