A China negou dar acesso aos cientistas da Organização Mundial de Saúde (OMS) para estudarem as grutas de morcegos na região de Wuhan, na província de Hubei, onde poderá ter surgido o vírus da Sars-CoV-2, e que podem ajudar os cientistas a descobrir a origem do vírus.

A notícia avançada pelo jornal norte-americano Washington Post, dá conta de que os cientistas da OMS estão a tentar obter acesso a centenas de grutas na província de Enshi, a oeste da cidade chinesa onde a covid-19 foi inicialmente detetada. 

Os especialistas querem estudar a vida selvagem nessa região, de forma a tentar encontrar alguma ligação entre estes animais e o mercado ao ar livre onde se pode ter surgido o primeiro surto. As equipas técnicas da OMS acreditam que esses animais podem ter sido hospedeiros intermediários para o vírus se espalhar de morcegos para humanos. Para isso, estudar toda a atividade agrícola na região seria “fundamental” para determinar as origens da pandemia.

Os investigadores não excluem, no entanto, a hipótese de transmissão natural e a de que o vírus poderá ter resultado de uma fuga de laboratório de virologia de Wuhan.

Porém, qualquer uma destas hipóteses é rejeitada repetidamente pelo governo chinês, que alega que o vírus teve origem noutro local. 

Os meios de comunicação chineses replicam a versão oficial das autoridades chinesas e afirmam que em dezembro de 2019, oito dias antes de o Partido Comunista Chinês ter admitido a existência de um surto de um novo coronavírus, a venda de animais vivos em mercados estava proibida na província de Enshi.