O confinamento em Camberra foi esta terça-feira prolongado por mais um mês, até meados de outubro, para travar um surto da variante delta da covid-19, anunciaram as autoridades.

No último mês, os cerca de 400 mil habitantes da capital australiana têm estado sujeitos à obrigação de ficar em casa, exceto em deslocações consideradas essenciais, após a descoberta do primeiro caso do novo surto de covid-19 na cidade.

O surto permanece limitado, com 252 casos ativos até à data e 276 pessoas recuperadas da doença.

O chefe do governo da capital australiana, Andrew Barr, disse que as autoridades querem limitar a transmissão do vírus e vacinar o maior número de pessoas possível.

Esta é a forma mais segura de avançar. Isto garantirá um Natal, férias de verão e um ano de 2022 sem riscos", disse, em conferência de imprensa.

Quase 53% das pessoas com mais de 16 anos naquele estado australiano receberam duas doses da vacina contra a covid-19, a taxa mais elevada no país, atingido por vários surtos nos últimos três meses.

As campanhas de vacinação aceleraram-se nos últimos meses, particularmente entre os milhões de pessoas confinadas no sudeste do país, incluindo em Sydney e Melbourne, as duas cidades com mais habitantes.

Os líderes estaduais e federais acordaram na semana passada uma agenda geral para levantar as restrições e reabrir as fronteiras, quando a taxa de pessoas totalmente vacinadas atingir entre 70% a 80%.

Desde o início da pandemia, a Austrália registou mais de 75 mil casos de covid-19 e 1.100 mortes.

A covid-19 provocou pelo menos 4.627.854 mortes em todo o mundo, entre mais de 224,56 milhões de infeções pelo novo coronavírus registadas desde o início da pandemia, segundo o mais recente balanço da agência France-Presse.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 17.866 pessoas e foram contabilizados 1.056.042 casos de infeção confirmados, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

A doença respiratória é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China, e atualmente com variantes identificadas em países como o Reino Unido, Índia, África do Sul, Brasil ou Peru.

/ JGR