O presidente do Conselho Europeu garantiu hoje, no final de uma videoconferência entre os líderes da União Europeia, que os 27 estão “unidos” para enfrentar a “luta difícil” contra a segunda vaga da covid-19, que classificou como “brutal”.

A principal mensagem política que quero passar é a seguinte: estamos unidos, porque estamos no mesmo barco. É uma luta difícil. É uma crise grave. Trata-se de uma segunda vaga que nos põe a todos à prova”, declarou Charles Michel, numa conferência de imprensa conjunta em Bruxelas com a presidente da Comissão Europeia, após uma reunião entre os chefes de Estado e de Governo da UE consagrada à “batalha contra a covid-19”.

Charles Michel enfatizou que “os números [de infetados] estão a aumentar em todo o lado na Europa”, o que está a deixar os hospitais e profissionais da saúde de todos os Estados-membros “outra vez sob pressão”, razão pela qual “muitos líderes anunciaram confinamentos e restrições”.

Em tempos tão duros, a solidariedade importa mais do que nunca. Apelamos a todos os europeus que cuidem de si próprios e dos outros”, declarou.

O presidente do Conselho Europeu apontou que a discussão de hoje focou-se nos testes, rastreio de contactos e vacinas, tendo os 27 partilhado as suas experiências e discutido o reforço da coordenação, tendo por exemplo avançado no “reconhecimento mútuo de testes rápidos”, o que permitiria “reduzir o impacto negativo da liberdade de circulação e proteger o mercado único”.

A reunião por videoconferência de hoje foi a primeira desde que, no anterior Conselho Europeu (presencial), em Bruxelas, de 15 e 16 de outubro, e face à gravidade da situação, os líderes europeus decidiram manter contactos regulares, mesmo que à distância, para discutir a evolução da pandemia, cuja segunda vaga está a atingir toda a União Europeia, com vários Estados-membros a registarem nos últimos dias números recorde de casos positivos.

Portugal esteve representado na cimeira virtual pelo primeiro-ministro, António Costa, que marcou com os partidos reuniões na sexta-feira e convocou para sábado um Conselho de Ministros extraordinário para definir novas "ações imediatas" para o controlo da pandemia da covid-19.

 Acordo para “distribuição justa” de vacinas é boa notícia para UE

A presidente da Comissão Europeia classificou hoje o acordo para futura “distribuição justa” de vacinas para a covid-19 na União Europeia (UE) como “boa notícia”, pedindo aos Estados-membros para preparem já os seus planos nacionais de vacinação.

Queremos assegurar uma distribuição justa de vacinas aos Estados-membros e, nessa área, tenho boas notícias: os países vão todos ter vacinas ao mesmo tempo e nas mesmas condições, tendo em conta a sua dimensão populacional”, declarou Ursula von der Leyen.

Falando em conferência de imprensa após uma cimeira europeia por videoconferência dedicada à pandemia de covid-19, a líder do executivo comunitário frisou que “isto já está acordado com os Estados-membros”, durante a reunião de hoje do Conselho Europeu.

Mas ainda antes disso, de chegarmos à vacinação, é preciso assegurar estruturas para tal e é por isso que pedimos aos Estados-membros para garantirem que preparam os seus planos nacionais de vacinação […] a este objetivo”, vincou Ursula von der Leyen.

A Comissão Europeia já assinou contratos com três farmacêuticas para assegurar vacinas para a Europa quando estas se revelarem eficazes: a AstraZeneca (300 milhões de doses), a Sanofi-GSK (300 milhões) e a Johnson & Johnson (200 milhões).

A reunião por videoconferência de hoje foi a primeira desde que, no anterior Conselho Europeu (presencial), em Bruxelas de 15 e 16 de outubro, e face à gravidade da situação, os líderes europeus decidiram manter contactos regulares, mesmo que à distância, para discutir a evolução da pandemia, cuja segunda vaga está a atingir toda a União Europeia, com vários Estados-membros a registarem nos últimos dias números recorde de casos positivos.

Nas declarações prestadas aos jornalistas, Ursula von der Leyen anunciou, também, o lançamento de uma plataforma a nível europeu para “juntar os especialistas que estão a aconselhar os governos nacionais e a UE”.

Foram os especialistas nacionais que nos solicitaram que o fizéssemos para podermos trocar melhores práticas e para alinharmos os nossos conselhos científicos aos governos nacionais”, explicou, notando que o objetivo é “perceber o que funciona e evitar mensagens conflituosas ou confusas”.

Até porque “estamos a aprender dia a dia e também a ciência está a entender como lidar com este vírus, pelo que esta troca de conhecimento científico ao mais alto nível é da maior importância”, argumentou.

Numa altura em que a Europa assiste a um aumento exponencial do número de casos de infeção, mas também de internamentos, Ursula von der Leyen disse ainda reconhecer que “toda a gente está cansada, toda a gente está preocupada, todos perguntam quando se sairá desta crise”.

Mas agora o que temos de mostrar é que união, disciplina e paciência por parte de todos, desde os governos, até cada um dos cidadãos. O mais importante é que adotemos e mantenhamos hábitos saudáveis relativamente a nós e aos que nos rodeiam. Há que evitar os contactos próximos, as concentrações de pessoas e recintos mal ventilados”, apelou a líder do executivo comunitário.

/ BC