As escolas francesas vão fechar durante pelo menos três semanas. Esta é uma das medidas anunciadas esta quarta-feira pelo presidente Macron para combater o novo aumento de casos de covid-19.

O novo pacote de medidas restritivas entra em vigor no sábado em todo o país. Macron ampliou as medidas atualmente impostas a um terço da população francesa - incluindo a região de Paris - para toda a França continental. “Não temos de nos trancar, mas precisamos limitar os nossos contactos”, disse numa comunicação ao país.

Emmanuel Macron explicou que a partir de 5 de abril todas as creches e escolas vão fechar e que as férias da Páscoa vão ser antecipadas, sendo gozadas entre os dias 12 e 26 de abril. 

No fim de abril as creches e escolas primárias vão reabrir, mas o ensino básico e secundário só reabre no início de maio. 

A partir da noite de sábado, e durante quatro semanas, já não serão possíveis deslocações para distâncias superiores a 10 quilómetros da residência, a não ser por motivos de força maior. O recolher obrigatório vigorará entre as 19.00 e as 6.00.

Os pais que têm de cuidar dos filhos e não puderem recorrer ao teletrabalho terão direito a uma remuneração parcial. São também prorrogadas todas as medidas atualmente em vigor para empregados, comerciantes, trabalhadores independentes, empresários e empresas.

O presidente garantiu ainda que a campanha de vacinação será intensificada, prometendo que qualquer pessoa com mais de 60 anos poderá ser vacinado a partir de 16 de abril e as pessoas com mais de 50 terá a sua vacina a partir de 15 de maio.

Macron deixou em aberto a hipótese de iniciar a reabertura de espaços culturais em meados de maio.

A França registou 59.038 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, um número que demonstra a progressão exponencial da epidemia no país.

Os casos confirmados de covid-19 por dia em França duplicaram desde fevereiro e o número de pacientes nos cuidados intensivos ultrapassou na terça-feira os 5 mil.

A França registou até agora 4,6 milhões de casos e 95.495 mortes relacionadas com a covid-19.

Maria João Caetano / Atualizada às 21:50