O setor da restauração na Irlanda começa esta segunda-feira a atender, em ambientes fechados, clientes completamente vacinados, medida que permitirá a muitos bares e restaurantes reabrirem as suas portas pela primeira vez desde março 2020.

Os responsáveis pelos estabelecimentos devem verificar se os clientes possuem o certificado digital covid-19 da União Europeia (UE), que comprova que estão imunizados pela vacina ou que tiveram a doença nos últimos seis meses.

Menores de 18 anos não vacinados também terão acesso ao interior se estiverem acompanhados por adultos, de acordo com a nova lei elaborada pelo Governo de Dublin para colocar em prática esta fase do relaxamento do confinamento decretado em janeiro passado.

Em bares e restaurantes, o máximo permitido por mesa é de seis pessoas e, embora não haja limite de tempo para a permanência, todos os estabelecimentos devem encerrar as portas às 23:30.

Os clientes podem retirar a máscara quando estiverem nas suas mesas, mas é obrigatório usar a máscara enquanto se deslocam pelas instalações.

Após o primeiro encerramento, em março, e o segundo, em novembro de 2020, alguns bares e restaurantes retomaram a sua atividade no interior, embora com condições estritas de distanciamento social e consumo, com limite de tempo para estada e obrigatoriedade do pedido de uma refeição completa (de pelo menos 10 euros).

Essas limitações, no entanto, significaram que milhares de pequenos ‘pubs’, especialmente na Irlanda rural, estiveram praticamente encerrados por mais de um ano, com breves hiatos em que só poderiam oferecer serviços de entrega.

O diretor-geral do Serviço Nacional de Saúde irlandês (HSE), Paul Reid, apelou ao público para seguir as normas de segurança destinadas a garantir que a abertura total da restauração "funcione e seja feita com segurança".

O responsável também fez um apelo para que os mais novos se vacinem, a fim de manter o bom índice de imunização.

Paul Reid, disse no domingo que mais de 68% dos adultos já estavam totalmente vacinados.

Também alertou na rede social Twitter sobre a subida de hospitalizações e o aumento do número de casos diários sob o efeito da variante Delta.

Agência Lusa / MJC